O Ministério da Saúde anunciou o envio de R$ 8,4 milhões para o custeio de cinco Centros Especializados em Reabilitação (CER) existentes no Ceará, para garantir assistência às crianças com microcefalia, decorrente do vírus zika. Os equipamentos, que se localizam em Fortaleza, Barbalha, Pacajus, Caucaia e Sobral, ofertam assistência integral às crianças com síndrome congênita da zika, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Mapeamos as áreas que deveriam ser priorizadas, nesse primeiro momento, e entre elas está o Estado do Ceará. O objetivo é prevenção e promoção de ações para evitar novos casos e tratar de forma mais efetiva os que já existem”, pontua o ministro da saúde, Ricardo Barros.
Barros destacou ainda que as novas unidades especializadas com equipes multidisciplinares reforçam o atendimento para que o Estado tenha condições de combater possíveis surtos e gerenciar a atual demanda. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em 24 de fevereiro, enumerava 159 casos confirmados de crianças nascidas com síndrome congênita associada ao vírus zika.
O ministro da Saúde divulgou ainda uma verba de R$ 10,9 milhões que serão utilizados para reforçar o programa Saúde da Família, com a inserção de 51 novas equipes compostas por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Outros R$ 10 milhões serão utilizados em pesquisas e na criação de biobanco nacional para amostras sobre doenças causadas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e febre chikungunya.
O custeio do CER’s será garantido pelos R$ 114,3 milhões repassados anualmente pelo Ministério da Saúde, como aponta o gestor da Pasta. “Se houver necessidade, as gestões locais (estado e município) terão que completar com recursos próprios, tendo em vista que a gestão do SUS é descentralizada, conforme determina a Constituição Federal”, disse
Repórter Ceará
