Neste domingo, 23, se encerrou a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, que movimentou a programação cultural de Fortaleza e do Estado durante dez dias, e teve como tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”. O evento recebeu 450 mil pessoas, gerando 3.100 empregos diretos e indiretos, e fazendo R$ 5 milhões circularem pelo Centro de Eventos do Ceará.
A feira promoveu 125 horas de atividades, que foram distribuídas por mais de 20 salas, em três andares, sendo, o grande diferencial da Bienal deste ano, a participação de mestres e mestras da cultura do Estado do Ceará, presentes em todos os dias da programação.
Segundo a organização, as ações “Bienal Fora da Bienal” estenderam a programação a outros dez ambientes externos em Fortaleza e outros quatro municípios cearenses, como Aquiraz, Caucaia, Redenção e Itaitinga.
Apesar dos ataques registrados em Fortaleza, em 19 e 20 de abril, uma média de 45 mil pessoas, por dia, passaram pelo festival, como celebra o títular da Secult, secretário Fabiano dos Santos, “isso impactou, mas contra um tempo de violência, a Bienal ofereceu os tempos da leitura, da arte e da cultura”.
De acordo com a coordenadora geral do evento, Mileide Flores, o sucesso dessa edição se deve também à parceria estabelecida com outras secretarias. “A contribuição das pastas municipal e estadual de Educação foi fundamental para a adesão das escolas e a democratização da feira. Além disso, a programação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado foi um dos grandes atrativos desta Bienal, estendendo a percepção de leitura e literatura para o universo científico”, ressalta.
Repórter Ceará
