Nesta quarta-feira, 10, Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, juiz da 23ª Vara Federal, realizou uma audiência pública em Quixadá atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF) para serem adotadas medidas de restauração e preservação do acervo arquitetônico e natural do Açude Cedro. Foi estabelecido prazo de 160 dias pelo magistrado, para que a diretoria do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) apresente um projeto de restauração do parque.
O juiz federal também determinou ao DNOCS que fossem adotadas medidas para disciplinar visitas, de modo que seja garantida a segurança do patrimônio e dos frequentadores, como a retirada de comércios não autorizados do local.
A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, dentre elas representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subsecção de Quixadá, da Associação de Imprensa do Sertão Central (AISC), do Instituto Federal de Educação (IFCE), da Universidade Federal do Ceará (UFC), de organizações não governamentais como a Associação de Moradores do Açude Cedro e professores, juntamente com os procuradores federais Francisco Alexandre de Paiva Forte e Patrício Noé da Fonseca, realizada com a direção do DNOCS através de videoconferência.
Para Wanderley Barbosa, presidente da AISC, além da adoção de providência do espaço público, a iniciativa deverá inibir outras ações de destruição do Açude Cedro, que deverá ser vistoriado pelo juiz federal, acompanhado de representantes dos vários órgãos, inclusiva a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Quixadaense de Letras (AQL) na manhã do dia 09 de junho.
O principal fato que desencadeou a ação de preservação do Cedro ocorreu em 09 de abril, quando um turista danificou acidentalmente pilaretes da passarela da parede do açude.
Repórter Ceará
