Home Publicação Estudo aponta que Ceará pode sofrer ‘restrição de disponibilidade de água’

Estudo aponta que Ceará pode sofrer ‘restrição de disponibilidade de água’

A quadra chuvosa cearense de 2017 terminou com poucas precipitações, deixando várias cidades do Estado sem abastecimento hídrico regular. Segundo o Governo do Estado, as chuvas abaixo do esperado caracterizam o sexto ano seguido de estiagem.

Durante um estudo realizado em estados que fazem parte do semiárido brasileiro, foi evidenciado que estes podem sofrer “restrição na disponibilidade de água neste ano”. Os açudes que se encontram na região têm, atualmente, 16,9% de capacidade.

O Castanhão, maior reservatório hídrico do Ceará que abastece a Grande Fortaleza, apresenta 5,7% da sua capacidade, metade do que tinha há 12 meses. Segundo o administrados do açude, Fernando Pimentel, “em meados de maio, nós tínhamos um percentual de 10% de volume água. Hoje, nós contamos com 5,71%; 5% foi usado por todos aqueles que se servem desse recurso”.

De acordo com a Coordenadoria de Recursos Hídricos (Cogerh), com as chuvas irregulares no Ceará, neste ano, os maiores açudes do Estado seguem com baixa reserva de água. Em média, os 153 açudes monitorados pela Coordenadoria, somente 12% têm capacidade.

“O risco de colapso sempre existe, isso vai depender muito do gerenciamento que se vai dar a essa água. Por exemplo: a Paraíba, o semiárido paraibano, o semiárido potiguar e também o cearense, vai ter restrição na disponibilidade de água. Então, o racionamento pode vir a ser um componente dos próximos dias”, ressalta o diretor do Instituto Nacional do Semiárido, Salomão de Sousa Medeiros, doutor em recursos hídricos.

Repórter Ceará

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