Nessa quinta-feira, 20, o Governo Federal assinou decreto aumentando os impostos sobre os combustíveis. Um dos mais agravantes foi o tributo sobre a gasolina, que subiu de R$ 0,38 para R$ 0,79, ou seja, aumento de R$ 0,41. O diesel subiu de R$ 0,24 a R$ 0,46. Em 2015, quando ocorreu a última alta de impostos, o aumento do tributo da gasolina foi de R$ 0,22 centavos por litro. No mesmo período, para o óleo diesel, o valor girou em R$ 0,15.
Em nota a conjunta dos ministérios da Fazenda e do Planejamento falou que “o aumento das alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis é absolutamente necessário tendo em vista a preservação do ajuste fiscal e a manutenção da trajetória de recuperação da economia brasileira”.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o aumento dos tributos já era certo. Dessa maneira, o governo anseia arrecadar um adicional de R$ 10,4 milhões, para cobrir o buraco nas receitas públicas e evitar uma revisão na meta do déficit de R$ 139 bilhões para este ano.
Além da gasolina e do diesel, o PIS/Cofins para o produtor de etanol passou de R$ 0,12 para R$ 0,13. Para que distribui, que antes não pagava o tributo, o aumento é de R$ 0,19.
O Governo ainda deve bloquear R$ 5,9 bilhões dos gastos previstos no orçamento de 2017. Os detalhes serão divulgados nesta sexta-feira, 21, pelo Ministério do Planejamento, no relatório Bimestral de Receitas e Despesas.
Análise
O especialista em Petróleo e Gás, Bruno Iughetti, avalia que o preço da gasolina ficará, no mínimo, 10% mais caro, quando era previsto somente alta de 5%.
Temer e o aumento
“A população vai compreender porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos. É um governo verdadeiro, então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende”, afirmou o presidente da República, Michel Temer, na Argentina, ao falar sobre o aumento dos tributos.
Repórter Ceará
