Nos meses de agosto a novembro, praticamente não ocorre chuva no Ceará. Diante deste cenário, as regiões do semiárido cearense têm quase que diariamente valores de umidade mais baixos que 30% durante os horários mais quentes do dia, que vão de 12h às 16h.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera estado de observação os níveis de 40% a 31%. Quando a umidade cai abaixo dos 30%, há estado de atenção. Se a umidade atingir níveis entre 20% e 12%, ocorre o estado de alerta.
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o município de Iguatu, no mês de agosto, registrou a umidade relativa mínima média mais baixa do Estado. Conforme dados da Plataforma de Coleta de Dados (PCD) instalada na cidade, o índice ficou em 13%, o que é considerado estado de alerta na classificação da OMS. Já Crateús, Quixeramobim e Tauá registraram umidade mínima média entre 16% e 18%, também indicando alerta.
“Esses índices baixos se devem à época do ano, ao grau de interioridade, ou seja, a distância da costa, e as condições predominantemente secas do solo e da vegetação diminuindo a evapotranspiração para a atmosfera”, explica o supervisor da unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz.
Repórter Ceará
