Com o objetivo de trabalhar para redução e a erradicação da pobreza rural e das desigualdades do Semiárido, mitigando os efeitos causados pelas condições climáticas adversas, por meio da integração de políticas públicas federais, estaduais e municipais, foi assinado na Assembleia Legislativa o Instrumento Específico de Parceria entre Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e Ematerce (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Ceará), através da II etapa do Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC).
Autoridades políticas e de instituições ligadas à infraestrutura da agricultura familiar no Estado e no País, entre elas o presidente da Ematerce Antônio Amorim, o secretário Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead) Jefersson Coriteac, o presidente da Anater Valmissoney Moreira Jardim, o diretor técnico da Anater José Maria Pimenta, o secretário do Desenvolvimento Agrário Dedé Teixeira, o deputado federal Genecias Noronha, o superintendente do Idace Cirilo Pimenta e Rosilônio Magalhães, delegado federal da Sead.
Nesta segunda etapa, o projeto vai atender 113 municípios cearenses, beneficiando aproximadamente 10 mil famílias com assistência técnica e extensão rural, projetos de fomentos individuais e coletivo e fomento para alimentação animal, tendo como público-alvo agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e assentados da reforma agrária.
O total de investimento previsto é de R$16 milhões pelo período de 28 meses, sendo R$13milhões pela Sead e R$6 mihões referente ao trabalho dos técnicos da Ematerce. Mas, segundo o deputado Genecias Noronhas, atendendo apelo do presidente da Ematerce Antônio Amorim, há perspectiva de aumentar este aporte financeiro para o projeto em até 30% do que atualmente é investido pela Sead.
Investimento
“Do total que o governo estadual investe nos custos de assistência técnica, o governo federal está entrando para 2018 com uma contribuição de 8%. A discussão que tem entre todas as empresas de Ater associadas à Asbraer, é que o governo federal possa ter uma contribuição contínua de pelo menos 35% para fortalecer os estados nos custos deste serviço tão importante para agricultura familiar”, reforçou Amorim lembrando, ainda, que cada vez mais a produção agrícola familiar vem ocupando espaço no mercado, principalmente nas exportações através de cooperativas, alcançando a participação com vários produtos, das frutas até carne suína, atendendo a mercados como Estados Unidos e Alemanha.
O coro foi acompanhado pelo secretário Dedé Teixeira, que destacou o pioneirismo do Ceará em vários programas de assistência técnica rural como o Hora de Plantar de distribuição de sementes, Crédito Fundiário entre outros.
Para o secretário da Sead, Jefersson Coriteac, o Ceará se credencia cada vez mais para investimento em projetos de assistência técnica. “O trabalho feito aqui é referência para todo o País. Nosso desejo é ampliar esse investimento para garantir o desenvolvimento dessas famílias, que atuam neste importante setor da economia”, disse Jefferson.
O Projeto Dom Hélder Câmara é proveniente de acordo de empréstimo firmado entre o governo brasileiro e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola – Fida – tendo como órgão executor a Secretaria Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead).
Repórter Ceará
