Nessa semana, os principais destaques do quadro 1 minuto com Sérgio Machado, produzido pela SerTão TV, foram relacionados a crise no comércio de Quixeramobim, ao Hospital Regional Dr. Pontes Neto e ao jogo político feitos pelos vice-prefeitos. Confira:
Crise no comércio em Quixeramobim – 30.01.2018
Os indicadores oficiais revelam que o Brasil está saindo da crise econômica e que a pior recessão da história já foi superada. Mas na contramão deste movimento nacional está Quixeramobim, onde a cada dia surgem novas dificuldades que empurram o município para o buraco criado pela crise econômica, financeira e institucional.
Diante de um quadro onde a administração municipal não consegue pagar em dia os próprios funcionários, onde até os aposentados sofrem com os atrasos, onde quem procura emprego não encontra, os moradores do município têm cortado na carne para honrar suas dívidas e sobreviver com o mínimo de dignidade.
E esses cortes no orçamento das famílias têm feito com que o comércio sofra com mais intensidade os efeitos dessa crise. Com o movimento fraco e os estabelecimentos vazios, os comerciantes não tem tido outra escolha a não ser demitir parte dos funcionários e, até mesmo, fechar as portas.
Este é, sem dúvidas, o pior momento da história do comércio municipal.
A novela do Dr. Pontes Neto – 31.01.2018
Na sessão ordinária da última quarta-feira, a maioria dos vereadores se recusou a votar em regime de urgência o projeto de lei que altera a forma como a gestão do Hospital Regional Dr. Pontes Neto é feita. Agora, uma comissão especial avaliará a proposta, que deverá ser votada em seguida.
Durante a sessão, alguns vereadores da oposição já anunciaram seus votos em contrário à medida. Já os governistas chegaram a afirmar que ainda não conseguiram entender o projeto encaminhado pelo Executivo há quase um mês.
Ora, se os que defendem o governo não entenderam um projeto criado pelo próprio governo, quem dirá a oposição e a população, provocou o vereador Celio Neto.
Uma semana após o vereador Everardo Junior ser flagrado carregando uma mochila cheia de dinheiro, o vereador Teodomiro Neto chegou a afirmar que era preciso que os seus “nobres colegas” escolhessem qual “facção” vão apoiar, em referência à divisão política atual.
Em tempos em que se discute o apoio às facções do município, é preciso estar atento a cada decisão tomada naquela Casa legislativa.
O vice-prefeito – 02.02.2018
A cada quatro anos, os postulantes ao cargo de prefeito escolhem o nome que comporá a chapa para disputar as eleições municipais. Mas o que ocorre é que nem sempre essa escolha costuma ser bem feita.
Após se depararem com os primeiros desafios impostos à gestão, esses quadros abandonam os prefeitos e se aliam à oposição derrotada nas urnas na tentativa de evitar o desgaste político que os problemas não resolvidos pela prefeitura podem-lhes causar. Isso se torna ainda mais comum quando a administração se revela um verdadeiro fiasco.
Há casos também em que os vices, dominados pela sede de poder, usam seus cargos não em benefício do povo, mas para conspirar contra o chefe do executivo na tentativa de assumir o controle das prefeituras.
Ser vice-prefeito não deve ser sinônimo de sabotagem, mas sim de prontidão e fidelidade. Afinal, a vice-prefeitura é um compromisso que foi assumido nas urnas, não só com o prefeito, mas também com a população que o elegeu.
Repórter Ceará
