De uma forma ou de outra, na fila do banco ou às portas fechadas, se tornou quase impossível discutir a situação da saúde em Quixeramobim sem utilizar a palavra “falta”, ao menos uma vez, em uma mesma conversa.
Nos hospitais e postos de saúde, faltam materiais básicos, como luvas, agulhas, seringas, compressas, sondas e até fios de sutura; faltam produtos de higiene e limpeza, como água sanitária, álcool e detergente neutro; faltam medicamentos controlados; falta estrutura adequada para comportar um grande número de pacientes; e agora, com os atrasos no pagamento dos profissionais da saúde, faltam até médicos, enfermeiros e dentistas interessados em trabalhar por aqui.
Mas o que não falta é aposentado precisando de consulta sem poder pagar um médico particular; o que não falta é paciente necessitando de medicamentos sem ter condições financeiras de comprar um; o que não falta é gente doente sem ter recursos para fazer um exame na capital.
É este o quadro da saúde no coração do Ceará.
Confira o vídeo:
Repórter Ceará
