O Ministério Público do Ceará (MPCE) voltou a solicitar a interdição total da Cadeia Pública de Pentecoste, na Região Norte do Ceará, onde dois presos foram assassinados e nove ficaram feridos durante um conflito na quarta-feira, 07.
Os detentos foram mortos durante confronto no interior da unidade prisional. Após as mortes, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) transferiu 25 presos e suspendeu as visitas sociais e íntimas em dez prisões da região Centro-Sul do estado.
Conforme o promotor de Justiça Jairo Pequeno Neto, da comarca de Pentecoste, a cadeia estava parcialmente interditada desde julho de 2017. O MPCE havia entrado com uma Ação Civil Pública requerendo a interdição devido ao estado precário das instalações da unidade, que funciona em uma casa alugada no centro da cidade.
A cadeia, no entanto, foi interditada parcialmente pela Justiça para que fossem realizadas reformas pontuais, como aumento dos furos e reforço na segurança externa.
“Com base nesses novos fatos, iremos requerer novamente o pedido de interdição total devido à precariedade da unidade. O pedido será feito hoje vamos ficar no aguardo da decisão da justiça”, comentou o promotor.
Jairo Pequeno acrescentou que a cadeia “gera um risco não só para os presos, mas também para a população da cidade, em razão das constantes fugas”.
A cadeia fica em uma área residencial da cidade. Além dos presos de Pentecoste, a unidade prisional abriga detentos de Apuiarés e General Sampaio.
Repórter Ceará – G1-CE
