Ouviu-se um grito de liberdade em Redenção, exatamente em 1º de janeiro de 1883. Após um ano e meses depois, o Ceará vibrava com a festa de alforria, por ser o primeiro ente da Federação brasileira a libertar todos os seus escravos.
Hoje, 25 de março de 2018, o Estado completa o aniversário de 134 anos de libertação das correntes da escravidão, se tornando ilustre imagem para o Brasil na luta contra esse tipo de trabalho.
O fato histórico representa um ato político, social e cultural, que impactou a sociedade, mudando as regras de convivência da época. Agora, o escravo não precisaria estar descalço para ser diferenciado de alguém em liberdade, muito menos teria correntes ou cordas atadas aos seus membros para lhe impedir. Apesar do processo de aceitação ter sido mais demorado, os que eram escravos já respiravam com mais liberdade por, justamente, terem conquistado o que sempre quiseram: O direito de serem livres.
Apesar disso, ainda há racismo impregnado em parte da sociedade e todo o preconceito que não permite que sejamos humanos iguais. Porém, ainda há esperança de que, em dias melhores, possamos conviver em paz e em equidade.
Que a exemplo de todos aqueles que lutaram pelo fim da escravidão no Ceará e lutam por dias melhores, sejamos seres humanos guiados pelo sentimento de bem comum, pois, alem da certeza da morte, todos sangramos um líquido vermelho. Que finalmente se faça as nomeações de Terra da luz e berço da liberdade, para que enfim, possa ser honrada a nossa originalidade.
Só queria acrescentar uma coisa: Eu sei, nascemos no Brasil, mas, acima de tudo, eu sou do Ceará!
Repórter Ceará – SerTão Para Ser do Ceará (Foto: Alex Uchoa)
