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Aulas da rede municipal de ensino de Quixeramobim serão paralisadas por 15 dias devido às dificuldades no transporte de estudantes; Decisão gera debate

No final da tarde desta quarta-feira, 18, a população de Quixeramobim foi surpreendida com o aviso de que as aulas da rede municipal de ensino serão paralisadas pelos próximos 15 dias, em virtude das dificuldades dos transportes escolares conduzirem os alunos da zona rural do município.

Segundo informações coletadas pela reportagem, algumas localidades da zona rural da cidade ainda não tiveram aula esta semana em consequência das fortes chuvas que caíram sobre todo o território do município, danificando estradas e impedindo a locomoção de veículos, a exemplo das regiões do Distrito de Belém, São Joaquim e Fogareiro.

Apesar da zona rural ser a mais afetada, a paralisação será geral para evitar que, no período de férias, que deve ocorrer em julho, não estejam acontecendo aulas em algumas escolas e em outras não. Além disso, a reportagem apurou que, a medida dependerá das chuvas que cairão nos próximos dias.

Creches

Mesmo que a medida seja válida para toda a rede municipal, as aulas das creches, na sede do município, irão continuar a acontecer dentro da normalidade. A paralisação será aplicada no Ensino Fundamental.

Ensino Médio

Em relação às escolas de Ensino Médio em Quixeramobim, a reportagem apurou que, o secretário de Educação, Ronny de Freitas, que não se manifestou oficialmente, já teria entrado em contato com o Ministério Público, que teria concordado com a medida, observando que a segurança dos estudantes poderá estar comprometida com as condições das estradas.

Por enquanto, as escolas estaduais continuam em pleno funcionamento, contudo, a pasta ainda entrará em contato com a CREDE 12, a fim de decidir se as unidades educacionais continuarão com as aulas ou irão aderir a paralisação da rede municipal.

Insatisfação

A decisão da Secretaria Municipal de Educação já causa insatisfações. Mães questionam se a medida teria mesmo que ser aplicado a todo território municipal, em decorrência de problemas pontuais. Outra reclamação relacionada diretamente à decisão, que foi tomada sem conversa com a população, do dia para a noite, sem qualquer opinião pública. “Esse tipo de medida se trabalha no mínimo uma semana antes de ser tomada”, lembrou uma mãe de aluno ao afirmar que desde a semana passada os registros de chuvas intensificaram as reclamações em torno das estradas.

Outro pai de aluno reclamou da falta de habilidade da Gestão em acionar apoio do Governo do Estado, por exemplo, na recuperação destas estradas ou locomoção emergencial de alunos, enquanto os transtornos viários são resolvidos. “Poderia solicitar apoio do DER na recuperação das estradas”, sugeriu.

A reportagem apurou ainda que, os contratos de professores, monitores, merendeiras e demais servidores das escolas serão suspensos durante o período, como também, a gestão pode até ampliar os dias de paralisação, superando os 15 inicialmente previstos.

Repórter Ceará – Foto: Imagem ilustrativa

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