Os templos religiosos não devem abrigar atos de propaganda eleitoral partidária. Com esse entendimento, o Ministério Público Eleitoral enviou recomendação aos dirigentes de entidades religiosas de Fortaleza para que não promovam atividades que possam ser entendidas como propaganda eleitoral e que empreguem de recursos dos templos religiosos em prol de candidaturas, especialmente no ambiente utilizado para cultos.
A recomendação foi enviada pelo procurador regional eleitoral Anastácio Tahim, após receber a denúncia de panfletagem de propaganda política em culto de instituição religiosa na capital cearense.
Anastácio Tahim destaca entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o qual a propaganda eleitoral em prol de candidatos feita por entidade religiosa, ainda que de modo velado, pode caracterizar abuso de poder econômico e, que por isso, deve ser evitada.
O procurador regional eleitoral ressalta que a utilização dos recursos dos templos causam desequilíbrio na igualdade de chances entre os candidatos, “o que pode atingir gravemente a normalidade e a legitimidade das eleições e levar à cassação do registro ou do diploma dos candidatos beneficiados se eleitos”.
A recomendação é destinada, segundo a Procuradoria da República no Ceará, a orientar padres, sacerdotes, clérigos, pastores, ministros religiosos, presbíteros, epíscopos, abades, vigários, reverendos, bispos, pontífices ou qualquer outra pessoa que represente uma religião.
Recomendação
Recomendações são um dos tipos de instrumentos de atuação utilizados pelo Ministério Público. Elas são enviadas a órgãos públicos para que eles cumpram determinados dispositivos constitucionais ou legais. Os órgãos públicos não estão obrigados a atender as recomendações, mas ficam sujeitos a medidas judiciais em função dos atos indevidos.
Repórter Ceará – G1-CE (Foto Ilustrativa)

Concordo plenamente! Sou pastor de uma igreja Batista na cidade de Baturité e já tenho conversado com pastores de outras denominações para sermos cumpridores das leis eleitorais.
Sempre fui contrário ao oferecimento do púlpito das igrejas a candidatos a cargos políticos e continuarei sendo. Entretanto, estou desconfiado dessa intervenção da justiça eleitoral no papel de religiosos, pois é sabido que estes são formadores de opinião. Nestes tempos de quase imposição da ideologia de gênero e grupos afins, impedir aqueles que são contrários, calar a boca da igreja que segue os princípios da Palavra de Deus é uma ótima estratégia do inimigo do Reino de Deus. Os Pastores, Sacerdotes e os demais líderes religiosos devem sim orientar aqueles que estão sob sua responsabilidade.