A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará (Adepol) registrou nesta sexta-feira, 04, uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília, contra os promotores de Justiça integrantes do Núcleo de Investigação Criminal do Ministério Público do Ceará.
A representação questiona a atuação dos promotores durante operação que resultou no afastamento das funções do Delegado Romério Almeida, pelo prazo de 60 dias. No dia seguinte à ação, o delegado Romério Almeida foi achado baleado dentro de casa. Conforme a Adepol, o policial “atentou contra a própria vida”.
Segundo o promotor de Justiça Humberto Ibiapina, o delegado é investigado por envolvimento em um suposto esquema de corrupção envolvendo também um advogado e um presidiário.
De acordo com o promotor, os suspeitos aparecem em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça negociando a liberação de um carro apreendido pelo 34º DP. O afastamento do delegado, suspeito de corrupção, foi determinado pelo juiz da 8ª Vara Criminal de Fortaleza, Henrique Granja.
Honra ‘jogada à lama’
Na representação os delegados questionam o que classificam de “espetacularização da investigação” em uma fase ainda sem provas.
“Antes mesmo de se encerrar a fase de investigação necessária a deflagração de uma eventual ação penal, a honra, a imagem e a reputação do delegado Romério, construída ao longo de mais de três décadas de relevantes serviços prestados à sociedade cearense, se viram dolosamente atiradas à lama, pois, em questão de minutos, toda a imprensa local já reproduzia a nota publicada pelo órgão investigador”, diz a associação, em nota.
Repórter Ceará – G1-CE
