Mais de mil famílias de seis das sete regionais de Fortaleza receberam, neste sábado, 05, escrituras de transferência de propriedade referentes a imóveis construídos, financiados e quitados desde a década de 1980. A entrega foi realizada pelo governador Camilo Santana no Cuca Jangurussu. Ao todo, foram entregues 1.037 escrituras de propriedades localizadas nos Conjuntos José Walter, Ceará e Esperança. Famílias que têm imóveis em bairros e localidades como Tancredo Neves, Santa Terezinha, São Francisco, Lago Azul, Morada dos Bosques, Parque das Flores e Morada do Sol também foram contempladas com a ação, parte do programa estadual Papel da Casa.
Durante a solenidade de entrega dos documentos, o governador Camilo Santana ressaltou o desafio e a importância em se ter uma casa própria. “Esse programa tem um significado muito grande, pois ajuda pessoas que construíram suas casas e que, há cerca de 40 anos, aguardam a regularização desses imóveis. Estamos garantindo, primeiro, a cidadania. Depois, a segurança de vocês poderem dizer que o imóvel é de vocês”, disse o chefe do Executivo para os beneficiados.
Representando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, desembargador Glaydson Pontes, o desembargador Paulo Airton Filho também esteve presente na cerimônia. Airton reforçou que, agora, as pessoas que ali estavam presentem são “titulares reais das propriedades”. E alertou: “É importante vocês saberem que, se por algum motivo,vocês perderem este papel que está sendo entregue hoje, ou se ele for furtado, o registro original está no cartório. Não se preocupem”.
Com a entrega destes 1.037 documentos, o programa Papel da Casa soma, na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), 11.636 famílias beneficiadas. A meta é de contemplar cerca de 23 mil cearenses. Dentre as famílias beneficiadas estão inseridos servidores públicos do Estado que aderiram ao programa lançado no ano de 1981, pelo extinto DOHAB/IPEC, hoje Companhia de Habitação do Ceará (Cohab). Os Conjuntos Curió e São Bernardo, construídos em regime de mutirão habitacional, foram os primeiros a ser regularizados pelo Estado, legalizando 2.026 unidades habitacionais na Grande Messejana.
Repórter Ceará
