Após o resultado das eleições neste domingo, 07, nordestinos foram atacados nas redes sociais. A maior parte dos comentários preconceituosos partiram de pessoas que votaram no candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. Na região, o candidato não conseguiu ficar em primeiro lugar. No Ceará, Ciro Gomes (PDT) ficou em primeiro, Fernando Haddad (PT) em segundo e Bolsonaro em terceiro. Nos demais estados nordestinos, o candidato do PSL ficou em segundo, perdendo para Haddad.
A prática se encaixa na Lei de Crime Racial e pode resultar em pena de dois a cinco anos de prisão, em regime fechado, além de multa.
Confira alguns posts preconceituosos:
Reação dos nordestinos
Por sua vez, os nordestinos postaram ironias e levantaram hashtags após o resultado das eleições.
Lei de Crime Racial
De acordo com a lei 7.716, criada em 1989, ações preconceituosas como essas pós-eleições são consideradas crime racial. A legislação determina pena de reclusão em regime fechado e multa. A determinação contempla atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religão ou procedência nacional.
A sanção tornou o crime inafiançável e imprescritível. Para denunciar, além de comparecer às sedes físicas de delegacias e registrar Boletim de Ocorrência, é possível fazer denúnica no site do Ministério Público Federal (MPF) e na plataforma que investiga crimes cibernéticos e violações contra os direitos humanos, a SaferNet.
Dia do Nordestino
Os ataques – e as publicações de orgulho de ser do Nordeste – acontecem justamente no chamado Dia do Nordestino. “Hoje, 8 de outubro, Dia do Nordestino. Se eu já tinha orgulho do meu povo antes, hoje ele só aumenta. Reduto de gente determinada, acolhedora, forte e que merece muito mais do Brasil que um presidente que não sabe fazer um ‘O’ com uma quenga. Parabéns, meu Nordeste”, comentou uma internauta.
Repórter Ceará com O Povo Online