Home Política Comissão permanente acompanhará cumprimento de acordo firmado com PMs

Comissão permanente acompanhará cumprimento de acordo firmado com PMs

Foi assinado, na manhã de ontem, 02, na sede do Ministério Público Estadual, em Fortaleza, o acordo proposto pela comissão dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que deu fim à paralisação dos policiais militares. Ficou acordado que uma nova comissão será formada, de caráter permanente, para firmar o cumprimento do acordo por ambas as partes, assim como tratar das pautas que não foram contempladas até o momento.

O próximo passo, conforme observou o procurador-geral de Justiça do Estado, Manuel Pinheiro Freitas, será a formação da nova comissão, que também contará com membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do  Ministério Público Estadual (MPCE), Ministério Público Federal (MPF), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE), Defensoria Pública e Exército Brasileiro.

“Após formada a comissão, ela vai acompanhar os processos abertos contra os PMs amotinados junto à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD), assim como tratar das reivindicações que ainda não foram objeto de diálogo”, disse.

O procurador-geral ressaltou que essa comissão é um “consenso”, visto que a lei proíbe que as categorias formem sindicatos ou realizem greves, mas exige um canal por onde os militares possam expressar seus interesses.

O primeiro secretário da AL, deputado Evandro Leitão (PDT), representante do Poder Legislativo na comissão, ressaltou que o País passa por um momento de grande intolerância e que o Ceará dá um exemplo nesse momento. “Aqui não existem vencidos nem derrotados, mas uma sociedade composta por nove milhões de pessoas clamando por uma solução pacífica, e foi o que conquistamos através do diálogo e do respeito”.

O deputado Soldado Noelio (Pros), que atuou como representante dos militares, ressaltou que o acordo foi aceito pela maioria dos militares, que optaram pela prudência e responsabilidade, preocupados com o agravamento da situação.

Segundo ele, a corporação sai dessa crise com sentimento de tristeza, por não ter conquistado todos os objetivos de imediato, mas dando um voto de confiança ao estado democrático de direito. “Agora é a vez do Poder Público, que precisa provar aos policiais que vale a pena acreditar no estado democrático de direito”, frisou.

Sobre o acordo fechado nesta manhã, ficou estabelecida, entre outras coisas, a apuração administrativa da responsabilidade disciplinar dos militares envolvidos em atos ilícitos e infracionais durante a paralisação. Será assegurada a impessoalidade e imparcialidade de forma a garantir um justo processo.Também não haverá transferência de militares durante seis meses, contados a partir da data da assinatura do acordo.

Outros pontos são o reestudo e rediscussão da tabela salarial enviada por mensagem do Poder Executivo à AL, respeitando os limites orçamentários ali previstos, e a eventual celebração de um Termo de  Ajustamento de Conduta (TAC) para fins de extinção da demanda.

Repórter Ceará (Foto: Paulo Rocha)

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