As aulas presenciais estão previstas para retornar no dia 20 julho em Fortaleza, caso a Capital siga para a Fase 4 do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Comportamentais do Governo do Ceará. No entanto, para o secretário executivo de Planejamento e Orçamento do Estado e coordenador do Plano, Flávio Ataliba, tal retorno é complexo.
“Temos que ser claros e transparentes. Esse tema talvez seja o mais complexo do plano. A questão é como seguir os protocolos exigidos, e até sinalizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de distanciamento entre alunos, de quantidade de alunos em cada sala, de como proceder nos intervalos entre aulas. É um assunto de grande complexidade”, destacou o secretário durante transmissão ao vivo através de redes sociais.
Conforme Ataliba, é importante observar se as escolas estão preparadas fisicamente para o retorno, pois, pensando em uma volta escalonada, por exemplo, exigindo que uma sala com 40 alunos comporte somente 20, deve-se pensar se há salas ociosas para dividir a turma. Além disso, ele pontuou que o risco não é a contaminação das crianças em si, já que a probabilidade do grupo de pegar a doença é menor que 1%, mas a transmissão para quem elas convivem.
“A grande questão é como essas crianças vão voltar aos lares e se relacionar com os adultos, pais, avós, tios. Na maioria das vezes, as crianças são assintomáticas, não apresentam nenhum sintomada de que adquiriu a doença, mas no convívio, elas podem transmitir para os mais velhos”, ressaltou Flávio.
Apesar da data prevista, o secretário afirmou que as aulas no Estado voltarão somente “quando as condições de saúde e aprendizagem dos alunos não for comprometida”.
Repórter Ceará (Foto: Thiara Montefusco)
