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Cearense de 72 anos fica sete dias perdida na mata e, após ser encontrada, passa 12 dias internada com Covid-19 e se recupera

A agricultora aposentada, dona Rita de Cássia, de 72 anos, passou sete dias perdida na mata e foi encontrada com vida após esse período. A história dela se tornou conhecida no município de Alcântaras, na microrregião de Meruoca, e foi revelada pelo Fantástico, da TV Globo, nesse domingo, 25.

A história começou no dia 16 de março, quando ela decidiu pegar a trilha na mata que levava até a mercearia mais próxima de sua residência, que ela morava sozinha, na zona rural.

“Eu saí, ai de frente tinha uma mangueira com muita manga. E eu saí catando. Quando eu cuidei de mim, não sabia mais onde eu tava. Já tava no centro do mundo”, conta a agricultura, que diz ter gritado por socorro, mas que não foi ouvida por conta da distância.

A idosa ainda relatou que, por possuir artrose, tinha andar de joelhos na mata. Junto a isso, dona Rita também não tinha nenhuma comunicação, pois o celular havia caído em uma pedra.

No dia seguinte após o desaparecimento da agricultura, uma grande mobilização na região foi iniciada. O sub-comandante do Corpo de Bombeiros de Sobral, Mardens Vasconcelos, conta que o efetivo acionou a equipe do canil de Fortaleza para auxiliar nas buscas.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Sobral

“Quando dava de cinco horas em diante que a gente não encontrava ela, aí dava aquela tristeza grande. ‘Vamos encontrar mamãe falecida’, eu pensava assim”, relata um dos filhos, Francisco Albuquerque.

Dona Rita conta que comeu capim e só se alimentava disso durante os dias que passou perdida. Além disso, bebia água da chuva: “Quando tava chovendo eu pegava uma folhinha e botava assim [gesto com as mãos] e chupava aquela aguinha que caía.”

O pedreiro José Adriano, amigo de um dos filhos de dona Rita, resolveu ajudar nas buscas e encontrou a agricultora sete dias depois dela ter desaparecido na mata, em uma clareira.

Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros de Sobral

“Ela estava deitada, com o rosto no chão e as mãos por debaixo da blusa. Quando me aproximei dela, ela passou a mão no rosto, ai eu gritei: ‘a mulher tá viva'”, conta Adriano.

Dona Rita, mãe de 12 filhos, ficou dois dias em observação no hospital e, logo após, foi para a casa da filha. Uma semana depois do resgate, a idosa precisou ser internada novamente, pois estava com Covid-19.

“Eu não acreditava que eu vivesse. Diabetes, pressão alta, depressão e colesterol, e agora aquela doença. Dava pra viver mais ainda? Dava não, né?”, relata dona Rita, que recebeu alta após 12 dias internada, mas sem precisar da ajuda de aparelhos para respirar nem de terapia intensiva.

Repórter Ceará (Foto: Reprodução/TV Globo)

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