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A participação de Eduardo Girão no ‘QG do golpe’ e na defesa de Bolsonaro

Em matéria veiculada na última segunda-feira, 5, na coluna de Rodrigo Rangel, do Metrópoles, o nome do senador cearense Eduardo Girão (Podemos-CE) aparece como um dos frequentadores assíduos do chamado ‘QG do golpe’, comitê da campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2022 que passou a ser utilizado, após a eleição, como espaço para reuniões com apoiadores do presidente que questionam o resultado do pleito e defendem abertamente que militares assumam o poder no país.

De acordo com a matéria, funcionários pagos pelo partido de Bolsonaro têm dado expediente regular no local. O general Walter Braga Neto continua despachando na casa, localizada no Lago Sul de Brasília, e recebeu, por exemplo, o deputado federal bolsonarista Osmar Terra (MDB).

Entre os nomes apresentados pelo colunista, está o de Eduardo Girão. O senador, apesar de não se chancelar bolsonarista, acompanha e encampa diversas teses e pautas do Governo Federal, tendo sido, inclusive, um dos principais defensores do presidente durante a CPI da Pandemia, realizada em 2021. Girão é um dos principais parlamentares que lança ofensivas contra ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes da publicação da matéria, Girão pediu uma audiência na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, oportunidade em que estiveram presentes os ex-desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Sebastião Coelho.

Os dois ex-desembargadores pregaram um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assuma a Presidência da República em 2023.

Apesar da repercussão nas redes sociais, Girão não se manifestou sobre sua ida à casa no Lago Sul de Brasília e se mantém firme na posição de inflamar os ânimos contra a Corte Suprema brasileira e a Corte Eleitoral.

Nessa quarta-feira, 6, Girão disse, em debate na CNN Brasil, que “a liberdade de expressão já foi caçada no Brasil” e que vem acontecendo com pessoas que “pensam de um lado diferente do sistema”. Para ele, “é necessário um acordo e respeito à livre opinião”. O senador ainda classificou como “violência brutal” a posição dos Poderes sobre os bloqueios de rodovias federais. O parlamentar ainda disse que os conservadores estão sendo perseguidos no Brasil.

Repórter Ceará

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