Home Política PF aguarda depoimento do ex-ministro Anderson Torres nesta quarta, 18

PF aguarda depoimento do ex-ministro Anderson Torres nesta quarta, 18

O ex-secretário da Segurança Pública do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça Anderson Torres deve prestar depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 18, em relação ao ataque aos Três Poderes.

Recaem sobre ele suspeitas de ser conivente e omisso diante dos atos criminosos promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no dia 8 de janeiro, ocasião em que os criminosos depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Torres foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública do DF no dia seguinte, e está preso preventivamente desde o último sábado, 14.

Gustavo Uribe, da CNN, destacou que autoridades das forças de segurança não descartam a realização de uma acareação entre Torres e o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Aliados de Ibaneis Rocha estariam preocupados com o depoimento do ex-ministro. A estratégia de defesa do governador afastado se baseia na argumentação de que ele não teria tido acesso a todas as informações que Torres saberia sobre a possibilidade de atentados criminosos nas sedes dos Três Poderes.

O entorno do governador afastado teme que Torres apresente alguma prova que possa contradizer o depoimento de Rocha para a PF. O melhor cenário, para aliados de Ibaneis Rocha, seria a palavra de um contra o outro, por avaliarem que a credibilidade do ex-ministro com a Justiça esteja mais baixa, principalmente após a descoberta da minuta golpista em sua casa.

A Polícia Federal encontrou na casa de Anderson Torres uma minuta (proposta) para um decreto para que o Bolsonaro instaurasse “estado de defesa”, visando alterar o resultado das eleições presidenciais.

O advogado de Anderson Torres, Rodrigo Roca, afirmou nessa terça-feira, 17, que não há qualquer possibilidade de Torres realizar uma delação premiada. Segundo outros interlocutores de Torres, ele teria dito antes de ser preso que descartava a possibilidade de acusar Bolsonaro de alguma participação nos atos criminosos de 8 de janeiro.

Repórter Ceará – CNN

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