Home Política Ciro critica mudanças administrativas do Governo Elmano e política econômica de Lula

Ciro critica mudanças administrativas do Governo Elmano e política econômica de Lula

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) criticou as mudanças promovidas pelo governador Elmano de Freitas (PT) na estrutura administrativa do Governo do Ceará e também reclamou das políticas econômicas adotadas pelo Governo Lula (PT). As declarações foram feitas durante palestra essa quarta-feira, 21, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil Secção Ceará (OAB-CE).

Em sua fala, Ciro criticou a criação de novos ministérios e secretarias, e disse que os governos brasileiros criam “políticas sociais compensatórias” para disfarçar ações “neoliberais”, citando o Bolsa Família, por exemplo.

“No Brasil, se vendeu o Bolsa Família como progressismo. Serve para duas coisas: mitigar a fome, o que é verdadeiro, portanto, tem mérito, mas serve para anestesiar a reação das massas à injustiça e iniquidade”, disse.

“Vou para uma agenda identitária que é extremamente simpática. Lula tem 34 ministérios: dos Direitos Humanos, dos Índios, dos Negros. O Elmano copiou aqui, mandou para a Assembleia a criação de 15 secretárias, no Ceará. Pelo amor de Deus! Eu fui governador, 15 secretarias novas no Ceará. Tem a de Direitos Humanos, dos Quilombolas, dos Indígenas. Quer dizer que isso aqui não é importante? Não, quer dizer que é muito importante, mas caramba”, criticou.

Ciro também comentou sobre a política econômica de Lula neste primeiro ano de mandato. Ele equiparou o novo arcabouço fiscal discutido pelo Congresso ao atual teto de gastos, que funcionariam sob lógica semelhante, mas com aplicação diferente.

“Aqui no Brasil, a despesa principal, que são 52% do orçamento, não está no alcance nem do teto de gastos, nem do arcabouço fiscal. Porque o arcabouço fiscal é defensável? Porque é aquela história: meteram um bode fedorento na sala, que é o teto de gastos, e o arcabouço fiscal tira o bode fedorento. A casa está imunda, infiltração de água, mas a gente passa a chave. Está muito boa a casa porque tiraram o bode”, disse.

A taxa de juros segue como objeto de críticas de Ciro, embora o presidente Lula também apresente incômodo com esse cenário. Para o ex-ministro, o mandatário “aceita a autonomia do Banco Central (Bacen)”, mesmo com desempenho aquém do esperado.

“1% da Selic é R$ 60 bilhões. Sabe quanto é a Selic hoje? 13,75%. Isso dá R$ 1 trilhão de juros, e é o mesmo dinheiro de onde sai dinheiro para professor, para policial, para saúde, para tapar buraco de estrada”, comentou.

Repórter Ceará com informações do Diário do Nordeste (Foto: Thiago Gadelha)

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