O senador Cid Gomes venceu uma queda de braço contra o deputado federal André Figueiredo, firmando um acordo que o colocará na presidência do PDT Ceará até o final de 2023, enquanto André estiver licenciado do cargo. Até lá, para conseguir configurar o partido da forma que deseja, Cid terá muito trabalho.
O poder de articulação de Cid é incontestável e ele terá de usá-lo intensamente para fazer o que se propôs, sendo o fator principal para decidir caminhos para a eleição de 2024: refazer a aliança entre PDT e PT no Ceará, implodida em 2022.
Um objetivo tão ambicioso passa por diversas vertentes, e uma delas é como se definirá a chapa para a Prefeitura de Fortaleza. Gestão que hoje tem a frente José Sarto, o prefeito não é um nome pelo qual o PT tenha tanto apreço ou consideração. Além disso, o Partido dos Trabalhadores já sinalizou, através de lideranças, que quer um nome próprio para a disputa da capital. Nesse contexto, entra Evandro Leitão, que integra o grupo político de Camilo Santana, é o favorito do governador Elmano de Freitas e é do PDT. Porém, Sarto não deverá ‘largar mão’ de ser postulante à reeleição.
No poder Legislativo, Cid tem outra tarefa: quer forjar o nome que sucederá Evandro na presidência da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Osmar Baquit já externou que é um desejo seu, caso seja a vontade do partido. Nos bastidores também é citado o nome de Guilherme Landim.
Entre outros traçados, o senador tem mais uma missão: manter o partido como protagonista em 2024, elegendo e reelegendo prefeitos e prefeitas, a fim de manter a influência e poder do PDT no Estado, preservando sua vitalidade e esperando que isso sirva para evitar que o estrago de 2022 não se reflita em 2024.
São muitas variáveis e muito trabalho. Cid terá até o final do ano para fazer PDT e PT sentarem como amigos na mesma mesa novamente, a contragosto de seu irmão, Ciro Gomes. Mas isso é conversa para outro artigo. Fato que importa é que o PDT voltará a ser comandado por um Ferreira Gomes, com bons ventos estaduais e federais a seu favor.
No final, isso representa o quanto os FGs podem se adaptar a novos ciclos de poder.
Foto: Fabiane de Paula
1 Minuto com Sérgio Machado
