Eduardo Girão, senador cearense pelo Novo, saiu em defesa do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre frente Sul-Sudeste, e criticou a resposta do Consórcio Nordeste sobre o assunto. Para Girão, a reação tem “desproporcionalidade típica de um vitimismo com fins eleitorais”. Ele também a classificou como “medo e inveja dos que só visam o poder”. A informação é do Jornal Jangadeiro.
“Sinto tal reação dos governistas à fala do líder mineiro com a desproporcionalidade típica de um vitimismo com fins eleitorais. Quer dizer que uma frente para fortalecer o Nordeste pode e outra não? Ora bolas. Ser a favor de algo não significa ser contra ninguém. A fala de Romeu Zema foi clara como o sol e absolutamente respeitosa com todos”, disse o senador em publicação nas redes sociais.
Em entrevista ao Jornal O Estado de S.Paulo, publicada nesse sábado (5), Zema defendeu a atuação em conjunto do Sul e do Sudeste no Congresso Nacional por um protagonismo político. Para isso, os governadores dos sete Estados das duas regiões estão organizados no Consórcio Sul-Sudeste (Cosud), presidido pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), ante parlamentares do Norte e Nordeste.
Ele pontuou que outras regiões do Brasil, “com Estados muito menores em termos de economia e população”, se unem e conseguem votar e aprovar projetos em Brasília. “Temos 256 deputados (metade da Câmara), 70% da economia e 56% da população do País. Não é pouco, né? Já decidimos que, além do protagonismo econômico que temos, nós queremos – o que nunca tivemos – que é protagonismo político”.
Consórcio Nordeste
O Consórcio Nordeste rebateu as falas do governador e alegou que a entrevista “demonstra uma leitura preocupante do Brasil” e “parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual”.
O grupo ressaltou que a união regional dos estados do Nordeste e do Norte é “uma maneira de compensar, pela organização regional, as desigualdades históricas de oportunidades de desenvolvimento”. Segundo a nota emitida, as falas de Zema sugerem manter essas desigualdades.
Repórter Ceará
