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Prefeito de Quixadá é um dos alvos de operação da Polícia Federal suspeito de conceder portes ilegais de arma de fogo

A Operação Acrasia deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 19, em cinco cidades do Ceará, teve como um dos alvos o prefeito de Quixadá, Ricardo Silveira (PSD). O gestor municipal é suspeito de conceder ilegalmente portes de arma de fogo, com a sua assinatura, sem consentimento da PF. Gestores das guardas de outras quatro cidades também foram alvos da ofensiva.

De acordo com o jornal Diário do Nordeste, a PF cumpriu um mandado de busca na residência de Ricardo Silveira, onde não foi encontrado nenhum ilícito nem material relacionado à investigação, segundo o delegado da Polícia Federal Igor Conti. O chefe do Executivo Municipal também não estava no imóvel, pois se encontrava em Fortaleza. Outros alvos de mandados judiciais, em Quixadá, foram a sede da Guarda Municipal e a residência de dois guardas municipais.

Em nota, a Prefeitura de Quixadá, através da Secretaria de Segurança Pública, Trânsito e Cidadania, cita apenas o mandado de busca e apreensão que foi cumprido na sede da Guarda Civil Municipal, onde as equipes da PF “foram recebidas pelo secretário Armstrong Braga”.

Confira:

Operação

Além de Quixadá, os municípios Boa Viagem, Irauçuba, Aracati e Itaitinga, também foram alvos da operação, que tem como objetivo desmantelar esquema criminoso de concessão ilícita de portes, posse e portes ilegais de arma de fogo. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão deferidos pela Justiça Federal – Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Mais de 60 policiais federais atuam na operação policial. Foram apurados indícios de crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e usurpação de função pública, consistentes na concessão indevida de porte de arma de fogo por gestores municipais a guardas municipais naquelas cidades, através da expedição de carteiras que habilitam ilegalmente guardas municipais a portarem armas, além do porte e posse ilegal de armas de fogo por servidores públicos municipais. O porte legal de armas de fogo a guardas municipais só pode ser concedido pela Polícia Federal.

As condutas dos investigados podem configurar o cometimento, em tese, dos crimes de usurpação de função pública, uso de documento falso, falsidade ideológica, porte, posse e comércio ilegal de armas de fogo, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão. O nome da operação remete ao termo usado pelo filósofo Aristóteles para se referir à relação dos homens em conflito entre o desejo e a razão.

Repórter Ceará (Foto: Reprodução/Facebook)

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