Home Saúde Taxa de mortalidade infantil reduz 17,6% no Ceará

Taxa de mortalidade infantil reduz 17,6% no Ceará

O período considerado foi de 2011 a 2024

Foto: Tiago Stille/Governo do Ceará

O Boletim Epidemiológico Mortalidade Infantil e Fetal da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informa que o Estado do Ceará diminuiu sua taxa de mortalidade infantil (TMI) em 17,6%. O período considerado foi de 2011 a 2024. A cada mil nascidos em 2011, eram registrados 13,6 óbitos de crianças menores que um ano de idade. Já em 2024, a cada mil nascidos, 11,2 foram registrados como óbitos.

Durante os anos de 2011 e 2024 foram informadas, no Estado, 21.221 mortes de crianças abaixo de um ano de idade, o que resulta em uma média de 1.542 óbitos por ano, conforme o Boletim.

 

As iniciativas do projeto De Braços Abertos, lançado em 2024, foram algumas das causas para essa redução, segundo a Sesa, tendo como objetivo a organização e qualificação dos atendimentos em várias áreas da Atenção Primária. O Projeto também visa a ampliação do acesso aos serviços e possibilitar o cuidado integral.

Construída em três eixos – educação permanente dos profissionais, planificação da atenção à saúde e articulação regional da Atenção Primária -, a iniciativa tem atuado, de maneira estratégica, no cuidado materno-infantil.

“Ao fortalecer o pré-natal na Atenção Primária, por exemplo, conseguimos melhorar a detecção precoce dos riscos gestacionais, qualificar o cuidado ao parto e ao recém-nascido e, consequentemente, reduzir os óbitos infantis evitáveis”, explica Sheila Santiago, orientadora da Célula de Atenção Primária e Promoção da Saúde da Sesa.

Outros dados 

De acordo com a Sesa, que a mortalidade infantil pode ser classificada de três formas diferentes, como a neonatal precoce (óbitos de criança de 0 a 6 dias de vida), a neonatal tardia (óbitos de criança de 7 a 27 dias de vida) e a pós-neonatal (óbitos de crianças entre 28 e 364 dias).

Entre os anos analisados, a média da taxa de mortalidade neonatal precoce foi de 6,6 óbitos em mil nascidos vivos, chegando, em 2024, uma redução de 19,4%, comparado a 2011. No mesmo ano, foi registrada uma taxa de mortalidade pós-neonatal de 3,7 óbitos anuais por mil nascidos vivos, máxima de 4,3 no ano de 2011 e mínima de 3,3 nos anos de 2020 e 2023. Durante os 14 anos, observa-se uma redução de 16,2%. A mortalidade neonatal tardia apresentou estabilidade, com média de 2,0 óbitos por ano, registrando o menor índice em 2021 (1,7) e os maiores valores em 2011 e 2013 (2,2).

Na distribuição regional do número de óbitos e da TMI por mil nascidos vivos, observa-se que, no ano de 2024, a menor taxa foi no Cariri (9,8%) e a maior no Litoral Leste (12,5%).

Segundo o Plano Estadual de Saúde, a meta é chegar em 2027 com uma taxa de 9,5 óbitos por mil nascidos vivos no Ceará.

Deixe seu comentário:

Please enter your comment!
Please enter your name here