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Vacinação contra a dengue com imunizante do Butantan será iniciada pelo Ceará e Minas Gerais a partir de 17 de janeiro

Maranguape será primeiro município do Ceará a receber a vacina, pois integra projeto-piloto nacional; Nova Lima (MG) e Botucatu (SP) também participam da estratégia

Foto: Divulgação

Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, será uma das primeiras cidades do Brasil a iniciar a aplicação da nova vacina de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A campanha de imunização no município cearense começa no dia 17 de janeiro e faz parte de um projeto-piloto coordenado pelo Ministério da Saúde.

Além de Maranguape, a estratégia também será implementada em Nova Lima, em Minas Gerais, a partir do dia 17, e em Botucatu, no interior de São Paulo, onde a vacinação terá início no dia 18 de janeiro. O objetivo do governo federal é comparar os resultados da imunização em diferentes regiões do país antes de ampliar a ação para outros municípios.

Em Maranguape, a vacinação será direcionada à população com idades entre 15 e 59 anos. A meta é imunizar ao menos 50% dos moradores, utilizando parte das 1,3 milhão de doses iniciais produzidas pelo Instituto Butantan.

O primeiro lote também contemplará profissionais da atenção primária à saúde, que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), por estarem na linha de frente do atendimento à população.

Segundo o Ministério da Saúde, a experiência em Maranguape, Nova Lima e Botucatu será fundamental para definir os próximos passos da política nacional de imunização contra a dengue. A expectativa é que, com o aumento da produção de doses, a vacinação seja expandida gradualmente para outras cidades e estados.

Esse avanço depende da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, que deve ampliar a capacidade de produção do imunizante.

Atualmente, o SUS oferece uma vacina contra a dengue em esquema de duas doses, produzida no Japão, restrita a adolescentes de 10 a 14 anos.

A vacina foi aprovada pela Anvisa após o acompanhamento de cerca de 16 mil voluntários ao longo de cinco anos. Nos testes clínicos, o imunizante apresentou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de proteção contra casos graves e com sinais de alarme, na faixa etária de 12 a 59 anos.

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