O ano de 2026 simboliza um capítulo final na história dos orelhões no Brasil. Com o encerramento gradual das concessões da telefonia fixa, as empresas responsáveis deixam de ter a obrigação de manter os tradicionais telefones públicos espalhados pelas cidades.
A mudança já começa a ser sentida neste mês de janeiro, quando aproximadamente 30 mil estruturas de orelhões devem ser retiradas de vias públicas em todo o território nacional. A tendência é que esses aparelhos se tornem cada vez mais raros, quase peças de museu urbano.
Em troca, as operadoras passam a direcionar investimentos para a ampliação de redes móveis e de banda larga. Ainda assim, alguns poucos orelhões poderão continuar funcionando até 2028, exclusivamente em municípios ou regiões onde não exista nenhuma outra alternativa de acesso à telefonia.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os cartões telefônicos deixaram de ser fabricados e os pontos de venda praticamente desapareceram. Por determinação da agência, sempre que não houver cartão disponível, os aparelhos remanescentes devem permitir chamadas locais e nacionais para telefones fixos sem custo ao usuário.
Hoje, restam pouco mais de dois mil orelhões em funcionamento em todo o país. A Anatel mantém em seu site uma relação completa com os endereços onde esses aparelhos ainda podem ser encontrados.




