O Sertão Central registrou um aumento no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) de 2024 para 2025. Conforme os dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), o aumento foi de aproximadamente 5,3% de um ano para o outro, com 170 registros em 2024 e 179 em 2025.
De acordo com o levantamento feito pelo Repórter Ceará, das 14 cidades da região, sete apresentaram redução nos homicídios, cinco tiveram aumento e duas permaneceram com a mesma quantidade de CVLIs em um ano. Nas cidades que tiveram aumento, algumas, o número mais que dobrou.
O caso mais emblemático é o de Choró, que saiu de 2 homicídios em 2024 para 9 em 2025, representando um aumento de 350% em apenas um ano. Em Quixadá, município mais populoso da região, os homicídios saltaram de 28 para 43, crescimento de 53,5%, consolidando a cidade como a mais violenta do Sertão Central neste ano.
Em Canindé, os registros passaram de 29 para 39 homicídios, alta de 34,5%. Já Madalena mais que dobrou seus números, de 4 para 9 mortes, aumento de 125%. Itatira também apresentou elevação: de 6 para 8 homicídios, crescimento de 33,3%.
Outros municípios apresentaram redução, como Boa Viagem: os homicídios caíram de 28 para 24, uma diminuição de 14,3%. Situação semelhante ocorre em Pedra Branca, que reduziu de 19 para 10 mortes violentas, queda de 47,4%, e em Quixeramobim, que apresentou redução de 50%, passando de 10 para 5 homicídios.
Em Senador Pompeu, os números recuaram de 11 para 8, uma queda de 27,3%, enquanto Banabuiú teve redução de 10 para 5, diminuição de 50%. Ibaretama também apresentou retração, de 9 para 6 homicídios, queda de 33,3%. Milhã caiu de 2 para 1, redução de 50%, e Ibicuitinga e Solonópole mantiveram estabilidade: a primeira com com 8 homicídios nos dois anos, e a segunda com 4.




