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Operação no Ceará prende quadrilha que criava falsos anúncios de venda de veículos em Pernambuco

Quadrilha usava anúncios falsos de venda de veículos para enganar vítimas em Pernambuco; 92 páginas fraudulentas foram retiradas do ar

Foto: Divulgação/PCPE/Ciberlab

Uma ofensiva coordenada da Polícia Civil de Pernambuco contra crimes praticados pela internet resultou, nesta quinta-feira, 15, na prisão de cinco suspeitos no Ceará. A ação mirou um grupo investigado por aplicar golpes por meio de anúncios falsos de venda de veículos, prática que vinha causando prejuízos a moradores pernambucanos.

Batizada de Operação Network, a investigação cumpre oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Até a última atualização, todos os presos haviam sido localizados em território cearense. Segundo a polícia, as vítimas identificadas até o momento são exclusivamente de Pernambuco.

As apurações tiveram início em agosto de 2023, após uma série de denúncias apontar fraudes envolvendo ofertas enganosas de carros na internet. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos criavam sites e perfis falsos, utilizavam identidades fraudulentas para ganhar a confiança dos compradores e recebiam os valores negociados. Na sequência, o dinheiro era submetido a mecanismos de lavagem para dificultar o rastreamento pelas autoridades.

A operação contou com a atuação conjunta de forças de segurança de Pernambuco e do Ceará, além do apoio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ciberlab, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo, 56 policiais civis participaram da ação.

Além das prisões e das diligências, a polícia informou que 92 páginas usadas no esquema foram derrubadas e que os sites associados ao golpe foram desindexados de mecanismos de busca, medida adotada para evitar que novas vítimas sejam atraídas.

Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, uso de falsa identidade, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem alcançar até 26 anos de prisão, além de multas. O nome da operação faz alusão à rede de páginas falsas estruturada pelo grupo e à integração entre os órgãos de segurança que atuaram no caso.

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