O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, voltou ao centro do debate político ao se posicionar contra a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso do Banco Master, uma das maiores crises recentes do sistema financeiro brasileiro.
Guimarães afirmou que não vê necessidade de uma CPI, argumentando que o Banco Central, a Polícia Federal e outros órgãos de controle já conduzem investigações técnicas e aprofundadas. Para o líder do governo, a comissão poderia se transformar em um espaço de disputa política, sem contribuir de forma efetiva para o esclarecimento dos fatos.
O Banco Master entrou em colapso após graves problemas de liquidez, suspeitas de fraudes e operações financeiras irregulares que movimentaram bilhões de reais. A situação levou o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial da instituição, acendendo o alerta no mercado e levantando preocupações sobre possíveis prejuízos ao Fundo Garantidor de Créditos.
Apesar da posição do governo, parlamentares da oposição e até de partidos independentes defendem a CPI, alegando que o tamanho do escândalo exige transparência, fiscalização política e respostas claras à sociedade.
A rejeição de Guimarães reforça as críticas de que o governo tenta evitar o desgaste político em torno do caso, mantendo o líder cearense novamente no centro de uma polêmica de repercussão nacional.
