O pré-carnaval de Fortaleza é a demonstração concreta de que cultura não é adereço, é política pública. Quando tratada com planejamento, financiamento e continuidade, a festa popular deixa de ser evento episódico e passa a integrar um projeto mais amplo de cidade, articulando identidade cultural, turismo, trabalho e economia.
A consolidação do pré-carnaval como política pública produziu efeitos visíveis. Uma estratégia que iniciou nos anos 2000 na gestão Luizianne Lins e foi retomada no governo Evandro Leitão, demonstrando o compromisso do PT com a cultura popular. Os números são impressionantes. O ciclo carnavalesco movimenta mais de R$ 1 bilhão na economia local, atrai centenas de milhares de visitantes e dinamiza uma extensa cadeia produtiva que envolve artistas, técnicos, comércio, serviços e trabalhadores informais. É cultura gerando renda, ocupando o espaço urbano e fortalecendo a economia local.
Nada disso é fruto do improviso. É resultado de decisões políticas que compreenderam a cultura como investimento estratégico e como instrumento de desenvolvimento. Fortaleza aprendeu que festa popular, quando bem governada, organiza a cidade, distribui oportunidades e produz pertencimento.
Acrísio Sena
Historiador
