Há exatamente um ano, Natany Alves Sales, de 20 anos, foi sequestrada e assassinada em um crime que chocou o Sertão Central, o Ceará e o país. O caso aconteceu em um domingo, 16 de fevereiro de 2025, após a jovem ir até o próprio carro depois de sair de um culto.
Na ocasião, os criminosos Francisco Márcio Freire, Francisco Teodósio Ramos e Jardson do Nascimento Silva sequestraram Natany em Quixeramobim e a assassinaram na comunidade de Laranjeiras, em Banabuiú.
Desde que o desaparecimento de Natany foi comunicado e divulgado, sobretudo em um vídeo publicado por sua mãe nas redes sociais, teve início uma grande comoção. O número de compartilhamentos cresceu rapidamente e, em pouco tempo, as forças de segurança da região foram mobilizadas. Qualquer pista, como a localização do carro da jovem, foi utilizada nas buscas.
Infelizmente, quando os criminosos foram presos, Natany já havia sido morta. De acordo com a Polícia Civil do Ceará, ela foi encontrada sem vida.
O crime gerou comoção e revolta e um misto de sentimentos, como tristeza, raiva e medo. Tristeza pela morte de uma jovem sonhadora e gentil, que tinha uma vida inteira pela frente; raiva diante da brutalidade do caso; e medo, sobretudo entre mulheres, que acompanham diariamente casos de violência de gênero. Para além disso, a sensação de insegurança atingiu a população de forma geral.
Uma cidade com pouco mais de 80 mil habitantes, conhecida pela tranquilidade e por baixos índices de crimes violentos, como homicídios e feminicídios, viu sua rotina ser abalada por um crime brutal. Houve mudança de hábitos, ruas passaram a ser evitadas e houve maior desconfiança no contato com desconhecidos.
A tristeza, a raiva, o medo e a insegurança resultaram em manifestações que clamavam por justiça, pelo reforço do policiamento em Quixeramobim e por outras medidas de segurança, como a implantação de uma delegacia 24 horas.
A condenação dos três responsáveis, em agosto do ano passado, encerrou o processo judicial e trouxe a sensação de justiça para parte da população. Ainda assim, a lembrança do crime continua despertando dor e luto, principalmente entre familiares e amigos.
Natany era neta, sobrinha, prima, filha e amiga. Para alguns, colega; para outros, apenas uma conhecida de cumprimentos cotidianos. Sua morte não passou despercebida e foi sentida por muitos. Hoje, sua lembrança permanece na memória de quem conviveu com ela. Ela se foi, mas segue viva, não apenas no luto, mas também na saudade que permanece nos corações de quem a amava.




