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Cadela sofre violência em condomínio de Fortaleza e morre após não resistir aos ferimentos

Segundo Alyda Thalyta, responsável pelo animal, a agressão teria acontecido entre a noite de segunda-feira, 16, e a manhã do dia seguinte

Foto: Reprodução

Na tarde dessa terça-feira, 18, uma cadela chamada Rapunzel foi encontrada morta dentro do apartamento de sua tutora, em um condomínio residencial localizado no município de Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza. O caso ocorreu no bairro Distrito Industrial I e está sob investigação da Polícia Civil como crime ambiental. As informações são do G1.

Segundo a enfermeira Alyda Thalyta, de 36 anos, responsável pelo animal, a agressão teria acontecido entre a noite de segunda-feira, 16, e a manhã do dia seguinte. Ela havia saído para cumprir seu plantão e deixou a cadela sozinha em casa. Durante sua ausência, o imóvel foi invadido.

“Eu peguei o meu filho e levei ele pro meu pai, que mora aqui pertinho. Encostei a porta, a porta não estava trancada, porém ela estava encostada. Porque o meu namorado ou o meu pai sempre vinham deixar a raçãozinha pra ela. E aí quando eles vinham deixar a raçãozinha, eles trancavam. A gente não imagina que um absurdo desse vai acontecer. E mesmo se tivesse [a porta] aberta, não justifica”, relatou Thalyta.

Alyda relatou que, ainda na madrugada, sentiu uma forte inquietação e pediu ao namorado que fosse até sua residência pela manhã. Ao chegar, ele encontrou Rapunzel deitada sob uma cadeira, bastante debilitada. O apartamento apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos, incluindo cozinha, sala e sofá.

“Ele [o namorado] correu com ela para o hospital. Do mesmo jeito que eu estava lá no plantão, eu vim embora correndo. E ela sobreviveu até ontem”, disse a tutora.

Rapunzel recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu às 13h da quarta-feira, 18. O profissional que a examinou identificou indícios de violência sexual, o que agravou ainda mais seu estado clínico.

Com apenas três anos de idade, Rapunzel havia sido adotada por Alyda quando tinha seis meses, em um abrigo voltado ao resgate de animais. A tutora descreve a cadela como dócil e carinhosa.

Um boletim de ocorrência foi registrado, e equipes da Polícia Civil e da Perícia Forense estiveram no local para coletar provas. Foram encontradas diversas impressões digitais, sugerindo a participação de mais de uma pessoa. Além disso, câmeras de segurança e depoimentos de moradores estão auxiliando na apuração.

“Eu nunca pensei que eu ia passar por isso na minha vida. Lugar nenhum é seguro, onde tem ser humano não é seguro. Eu não me sinto mais segura, eu não vou mais morar aqui. Eu não tenho condições mais, eu não confio mais em ficar com meu filho aqui”, disse a enfermeira.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o caso está sendo conduzido pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú como crime ambiental. A autoria e a motivação ainda estão em investigação.

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