Home 1 Minuto com Sérgio Machado Vozes do campo pedem respostas urgentes

Vozes do campo pedem respostas urgentes

Erivelton chamou atenção para a necessidade de organizar e regularizar a situação de produtores que utilizam áreas próximas a açudes públicos no Ceará, defendendo mais agilidade e equilíbrio por parte dos órgãos responsáveis

Foto: Governo do Ceará

Na edição do programa Sertão Conta Mais, da Sertão TV, a participação do repórter Erivelton Barbosa trouxe à tona uma realidade que precisa deixar de ser apenas discurso e se transformar em ação concreta. O debate girou em torno de temas sensíveis e urgentes para quem vive e sobrevive do campo: regularização de áreas em reservatórios públicos, licenciamento ambiental, multas, dificuldades de produção e, principalmente, o impasse do Garantia-Safra.

Erivelton chamou atenção para a necessidade de organizar e regularizar a situação de produtores que utilizam áreas próximas a açudes públicos no Ceará, defendendo mais agilidade e equilíbrio por parte dos órgãos responsáveis. A crítica central não é contra a preservação ambiental, mas contra a burocracia excessiva, que penaliza o pequeno agricultor enquanto as soluções demoram a chegar.

O Garantia-Safra também entrou no debate. Com centenas de boletos ainda pendentes e incertezas quanto aos repasses, o desestímulo toma conta de quem paga, mas não vê o benefício sair. Laudos, avaliações e divergências técnicas se arrastam, enquanto o agricultor enfrenta prejuízos reais.

Na sequência, a ouvinte Dora Silva reforçou o sentimento coletivo. Questionou a ausência de políticas públicas mais efetivas para a agricultura familiar em Quixeramobim e cobrou maior presença das lideranças políticas na defesa dos produtores. Sua fala ecoa uma percepção clara: o campo produz, mas recebe pouco apoio; vende barato, mas compra caro; trabalha muito, mas se sente desassistido.

O que se ouviu no programa não foi apenas desabafo. Foi um retrato fiel das angústias de homens e mulheres que sustentam a economia rural. São vozes que pedem organização, políticas mais eficientes e respeito ao pequeno produtor.

Fica o alerta às autoridades municipais, estaduais e federais: o campo precisa de menos burocracia e mais solução. Porque quem vive da terra não pode viver apenas de promessa.

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