Fevereiro de 2026 marcou um recorde positivo para a segurança pública no Ceará. Em 28 dias, foram contabilizadas 141 mortes decorrentes de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs), categoria que inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Esse é o menor número já registrado desde o início da série histórica, em 2009.
Segundo a Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a redução foi expressiva: 31,6% menos ocorrências em comparação com fevereiro de 2025.
Na capital e na Região Metropolitana, os índices caíram ainda mais. Fortaleza apresentou uma diminuição de 72,3%, passando de 65 casos para apenas 18. Já na RMF, a queda foi de 57,6%.
O secretário da Segurança, Roberto Sá, destacou que os resultados refletem o fortalecimento das forças policiais e o investimento em inteligência e valorização dos profissionais. “A determinação do governador é enfrentar com firmeza os grupos criminosos. Reestruturamos as equipes e intensificamos ações integradas”, afirmou.
Municípios antes críticos zeram ocorrências
Maracanaú e Maranguape, que figuravam entre as cidades mais violentas do país segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, não registraram nenhum CVLI em fevereiro de 2026. No mesmo mês do ano anterior, cada município havia contabilizado 11 casos.
Estratégias e resultados
Entre as medidas que contribuíram para o cenário estão:
- Prisão de suspeitos: em 2025, mais de 35 mil pessoas foram capturadas em flagrante ou por mandado judicial;
- Reforço investigativo: a inauguração do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Grande Fortaleza, no fim do ano passado, ampliou a presença da Polícia Civil na região metropolitana.
Essas ações conjuntas ajudaram a consolidar fevereiro de 2026 como o mês menos violento da história recente do Ceará.
