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Influenciadora de Icó defende separação de alunos autistas nas escolas “para que outras crianças possam estudar”

Vídeo publicado em rede social sobre alunos autistas em salas de aula da Escola Senhor do Bonfim gerou forte debate nas redes sociais e mobilizou mães atípicas

Foto: Reprodução

Uma fala da cantora e criadora de conteúdo conhecida como Dona Rosa gerou forte repercussão nas redes sociais ao comentar a convivência entre crianças autistas e alunos típicos em sala de aula na Escola Senhor do Bonfim, em Icó, Centro Sul do Ceará.

No vídeo, ela relata ter passado a tarde na unidade escolar e afirma ter presenciado dificuldades de concentração em meio ao comportamento de alguns alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Minha gente, eu acho que isso era pra ser separado, essas criaturas era pra ser separado, né? As criancinhas autistas, que praticamente elas não estudam nada, as mães só mandam pra escola pra se livrar por algumas horas, tenho certeza, pra ter sossego”, disse a criadora de conteúdo.

Em outro trecho, ela reforça o posicionamento: “Porque não tem cabimento uma criança que não tem autismo conseguir estudar junto com outras crianças que têm autismo. Isso não é preconceito, é lógica.”

No vídeo, Dona Rosa ainda afirmou que “criança autista não aprende em escola onde tem outras crianças. Eles não prestam atenção, eles não concentram.”

As declarações provocaram reação da Associação das Mães Atípicas de Icó (AMAI), que divulgou vídeo classificando as falas como equivocadas e ofensivas às famílias. Na gravação, a representante do grupo afirmou: “Ninguém coloca filho em escola pra se livrar do filho por horas não. Muito pior pra descansar. A gente coloca porque a gente quer que eles aprendam a interagir com outras crianças.”

Ela também rebateu a ideia de “contágio” mencionada indiretamente nas discussões: “Autismo não é doença contagiosa. É uma condição neurodivergente, a criança já nasce autista, certo?”

A representante ainda defendeu a permanência de crianças atípicas em turmas regulares: “Criança típica tem que sim estar inserida junto com criança atípica”. E concluiu pedindo respeito: “Se você não entende, respeite. Não venha fazer julgamentos. Não venha fazer julgamentos.”

O caso gerou forte repercussão no município, principalmente nas redes sociais.

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