Home Saúde Estudo confirma proteção da vacina contra dengue por cinco anos

Estudo confirma proteção da vacina contra dengue por cinco anos

A proteção mostrou-se maior em adolescentes e adultos do que em crianças, motivo pelo qual a Anvisa liberou o uso apenas para pessoas entre 12 e 59 anos

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Um levantamento recente conduzido pelo Instituto Butantan revelou que a vacina nacional contra a dengue mantém proteção significativa por até cinco anos após a aplicação.

O imunizante, batizado de Butantan-DV, recebeu autorização da Anvisa em novembro passado e já está sendo administrado em profissionais da saúde em diferentes regiões do Brasil. Durante o acompanhamento, não houve registro de casos graves da doença entre os vacinados, nem necessidade de internação hospitalar. A proteção contra formas severas ou com sinais de alerta alcançou 80,5% de eficácia.

Segundo a diretora médica do Instituto, Fernanda Boulos, o resultado reforça não apenas a efetividade da vacina, mas também a importância de um esquema de dose única, pioneiro no mundo para dengue. Ela destacou que muitas pessoas deixam de completar esquemas com duas ou mais doses, o que torna esse formato ainda mais relevante.

Nos testes, a eficácia geral foi de 65%, mas subiu para 77,1% em indivíduos que já haviam contraído dengue anteriormente. A proteção mostrou-se maior em adolescentes e adultos do que em crianças, motivo pelo qual a Anvisa liberou o uso apenas para pessoas entre 12 e 59 anos. Estudos adicionais estão em andamento para avaliar a resposta em idosos e crianças, com resultados previstos para os próximos anos.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, ressaltou que os dados comprovam não só a segurança do imunizante, mas também sua durabilidade, o que é essencial para qualquer vacina.

Os resultados, publicados na revista Nature Medicine, envolveram mais de 16 mil participantes, cerca de 10 mil receberam a vacina e quase 6 mil placebo. Para o Butantan, a prioridade é abastecer o SUS; em seguida, há planos de negociar doses com países latino-americanos, igualmente afetados por epidemias da doença.

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