Integrantes da cúpula do PT avaliam que a proposta dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas representa uma tentativa inicial do presidente Donald Trump de influenciar as eleições presidenciais deste ano no Brasil. A iniciativa, rejeitada pelo governo Lula, conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, segundo a CNN Brasil.
O Palácio do Planalto vê risco à soberania nacional caso grupos como PCC e Comando Vermelho sejam enquadrados como terroristas, medida que poderia abrir brechas para ações militares e sanções comerciais. Apesar disso, o governo busca manter diálogo com Washington, defendendo uma parceria voltada ao combate ao crime organizado.
O tema deve ser central na visita de Lula a Trump, ainda sem data marcada. Em meio às tensões, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira, 9, que o Brasil não pode ser tratado como “puxadinho” dos Estados Unidos, reforçando que o governo trabalha em aliança internacional para enfrentar o crime sem abrir mão da soberania nacional.




