A Transnordestina chega a duas décadas de obras em 2026, marcada por paralisações e mudanças de contrato. Com previsão de conclusão para 2027, os trabalhos ganharam ritmo nos últimos meses. As informações são do Diário do Nordeste.
O projeto prevê 1.200 km de ferrovia, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE). Até agora, 727 km já estão prontos e outros 326 km seguem em execução, segundo a Transnordestina Logística S.A. (TLSA). A primeira fase, que conecta Paes Landim (PI) ao Pecém, está 81% concluída e deve ser entregue em 2027. A segunda fase, entre Paes Landim e Eliseu Martins, ainda está em estágio inicial.
Em fevereiro, chegou da China o último lote de trilhos, permitindo avançar na montagem da linha. A expectativa é que a ferrovia transporte até 30 milhões de toneladas por ano, incluindo grãos, combustíveis, minérios e frutas, ampliando a integração logística do Nordeste e fortalecendo o Porto do Pecém, que deve dobrar sua movimentação de cargas.
Apesar do avanço, especialistas alertam para riscos de atrasos, como questões ambientais, desapropriações e possíveis mudanças na política de financiamento federal. Em 2024, por exemplo, a falta de repasses travou o cronograma. Recentemente, o FDNE liberou novos recursos, somando mais de R$ 250 milhões, dentro de um pacote de investimentos que deve alcançar R$ 11,3 bilhões.
No Ceará, todas as frentes estão mobilizadas. Metade da extensão no estado deve estar pronta até julho de 2026. Trechos mais complexos, como os de relevo serrano, têm previsão de entrega apenas em 2027.
Enquanto isso, a ferrovia já opera em fase de testes, transportando cargas em escala reduzida. Os trens circulam com duas locomotivas e 20 vagões, a até 60 km/h, seguindo normas da ANTT. A operação experimental deve se expandir gradualmente, ajustando equipamentos e segurança, enquanto empresas adaptam seus contratos logísticos ao novo modelo ferroviário.




