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Hospital César Cals, em Fortaleza, será demolido para dar lugar a nova unidade, anuncia governador Elmano de Freitas

Em novembro de 2025, um incêndio em uma subestação elétrica forçou a evacuação total do hospital, incluindo pacientes e funcionários, levando ao seu fechamento por tempo indeterminado

Foto: Divulgação/HGCC

O Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), situado no Centro de Fortaleza, será demolido para dar lugar a uma nova estrutura hospitalar. O anúncio foi feito pelo governador do Ceará, Elmano de Freitas, na manhã desta terça-feira, 7.

Em novembro de 2025, um incêndio em uma subestação elétrica obrigou a evacuação completa da unidade, incluindo pacientes e funcionários, resultando no fechamento do hospital por tempo indeterminado. Após análises técnicas, o governo concluiu que não há viabilidade para uma reforma, sendo necessária a construção de um novo prédio.

Durante a entrega do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza, Elmano destacou que o laudo aponta a impossibilidade de recuperação da estrutura atual: “Muito provavelmente não teremos condições de reformar. Precisaremos erguer um novo Hospital César Cals”, afirmou. Ele também garantiu que haverá reunião com a Secretaria da Saúde (Sesa) e a Superintendência de Obras Públicas (SOP) para discutir os próximos passos, mas não estabeleceu prazos para início ou conclusão da obra.

O HGCC, com quase um século de história, nasceu em 1928 como Maternidade Dr. João Moreira e, em 1973, passou a integrar a rede pública de saúde. Até o fechamento, era referência em obstetrícia e neonatologia, com mais de 290 leitos e milhares de partos realizados anualmente. Serviços como o Banco de Leite Humano e o Método Canguru, voltados ao cuidado de bebês prematuros, continuam ativos em formato adaptado, mesmo após o incêndio.

O episódio que levou ao fechamento ocorreu em 13 de novembro de 2025, quando fumaça tomou conta da subestação de energia. Embora não tenha havido feridos nem danos às áreas assistenciais, a operação de evacuação durou oito horas e envolveu a transferência de 117 bebês e 153 mães e acompanhantes para outras unidades da rede estadual.

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