A deputada estadual Lia Gomes (PSB) afastou a possibilidade de haver qualquer movimento político para lançar o senador Cid Gomes (PSB) como vice-governador em uma eventual chapa liderada por Elmano de Freitas (PT). A hipótese havia sido mencionada, nessa quarta-feira, 22, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB). As informações são do PontoPoder, do Diário do Nordeste.
Nesta quinta-feira, 23, durante conversa com a imprensa, Lia afirmou não ter conhecimento de iniciativas do irmão voltadas a essa composição. Segundo ela, o senador ainda avalia cenários, incluindo a possibilidade de disputar novamente uma vaga no Senado.
Ao comentar o assunto, a parlamentar demonstrou descrença na ideia: “Vice? Não. Se o homem não quis nem ser governador, vai querer ser vice? (…) É, eu não vejo. Também nunca ouvi nenhuma conversa nesse sentido”, declarou.
Questionado anteriormente, Romeu Aldigueri admitiu que Cid Gomes poderia integrar a chapa governista em diferentes posições. Para ele, o senador é um nome que agrega, independentemente do cargo. “O senador Cid não precisa ocupar função pública para atuar politicamente, mas é um desejo de muitos que ele esteja na majoritária, seja como candidato ao Senado ou até como vice-governador”, afirmou.
Outros parlamentares também foram procurados e disseram desconhecer qualquer tratativa concreta sobre o tema. Entre eles, o líder do PSB na Alece, Marcos Sobreira, ressaltou que não há discussões formais dentro do partido sobre uma eventual candidatura de Cid ao posto de vice.
Publicamente, o senador tem reiterado que não pretende disputar a reeleição. Ao mesmo tempo, tem manifestado apoio ao nome do deputado federal Júnior Mano (PSB) como opção do grupo governista para o Senado.
Ao ser questionada se o único caminho possível para Cid seria uma nova candidatura ao Senado, Lia foi cautelosa. Segundo ela, há pressão interna para que o senador mantenha um mandato, mas isso ainda não está definido. “Tenho visto muitas pessoas dentro do partido defendendo isso. Se acontecer, acredito que seria para o Senado. Não enxergo outro cenário”, disse.
Ela acrescentou que, em conversas recentes, o senador mantém a posição de não querer disputar cargos neste momento, priorizando o fortalecimento da sigla e a formação de uma bancada sólida. Ainda assim, reconheceu que aliados seguem insistindo na importância de ele permanecer com mandato para reforçar o PSB.
