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Marcondes Jucá diz que está com “consciência tranquila” e nega irregularidades em uso de recursos da educação em Choró

Marcondes Jucá contesta ação da Prefeitura e afirma que não foi formalmente notificado sobre cobrança de R$ 366 mil

O ex-prefeito de Choró, Marcondes Jucá, negou irregularidades na aplicação de recursos públicos após ser alvo de uma ação movida pela atual gestão municipal, que cobra a devolução de R$ 366 mil relacionados a um convênio na área da educação.

Em entrevista concedida ao Portal CN, Jucá afirmou que os recursos foram utilizados no setor educacional e que não houve desvio de finalidade.

“Onde é que existe processo contra o prefeito Marcondes Jucá de desvio de R$ 360 mil reais? Esse dinheiro, gente, eu consegui com o Governo do Estado, 366 mil, foi investido na educação. E esse dinheiro foi investido e foi prestado conta na educação”, declarou.

Segundo a atual gestão, comandada pelo prefeito Paulo George de Sousa Saraiva, parte dos recursos teria sido utilizada fora do escopo do convênio, que previa exclusivamente ações pedagógicas, incluindo um repasse de R$ 100 mil para obras e serviços de engenharia.

O ex-prefeito contestou o ponto e afirmou que, mesmo nesse caso, os recursos teriam sido aplicados dentro da área educacional.

“Se teve esse problema, que R$ 100 mil reais não foi gasto com o objetivo, mas se foi gasto, foi gasto na educação, foi em reforma de escola. E isso, se tiver acontecido, foi na educação”, disse.

Jucá também afirmou que não foi formalmente comunicado sobre o processo e que tomou conhecimento da situação através de matérias jornalísticas: “Eu não fui intimado, não fui comunicado. A primeira pessoa que tinha que ser comunicada era eu. Fui comunicado por matéria.”

O ex-prefeito ainda ressaltou que mantém tranquilidade em relação à sua gestão e citou prestações de contas já analisadas: “As prestações de conta que já chegaram não dizem que eu desviei um real. Eu estou com a consciência tranquila.”

A ação movida pela Prefeitura de Choró tem como base questionamentos sobre a execução de um convênio firmado em 2023 na área da educação. A atual gestão argumenta que a devolução dos valores é necessária para regularizar o município e retomar o acesso a novos repasses.

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