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Temporais em Pernambuco provocam 4 mortes e deixam mais de mil pessoas fora de casa

A chuva persistiu ao longo deste sábado, 2, embora a previsão indique perda gradual de força até a noite, quando o tempo deve se estabilizar

As comemorações do Dia do Trabalhador, na última sexta-feira, 1, foram marcadas por temporais intensos em Pernambuco, que provocaram deslizamentos de terra e resultaram na morte de quatro pessoas, entre elas, duas crianças, em áreas da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata.

A chuva persistiu ao longo deste sábado, 2, embora a previsão indique perda gradual de força até a noite, quando o tempo deve se estabilizar. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima, a Mata Norte segue com precipitações de intensidade moderada a forte, enquanto no Grande Recife e na Mata Sul predominam pancadas fracas a moderadas. Há ainda registros isolados no Agreste, associados à atuação de um sistema instável e à chegada contínua de nuvens vindas do oceano.

Consequências das chuvas

Na capital pernambucana, um dos episódios mais graves foi registrado no bairro Dois Unidos, onde o deslizamento de uma encosta destruiu uma casa. Uma jovem de 24 anos e o filho morreram no local. O pai da criança e uma bebê de um ano foram socorridos em estado grave.

Moradores relataram momentos de desespero e chegaram a iniciar o resgate por conta própria antes da chegada das equipes oficiais, retirando vítimas dos escombros.

Em Olinda, no bairro Passarinho, outro deslizamento atingiu cinco residências. Uma mulher de 20 anos e o filho, de apenas seis meses, morreram soterrados. Os corpos foram recolhidos ainda na noite de sexta-feira.

A variação na intensidade das chuvas ao longo do dia dificultou os trabalhos de busca e salvamento. O solo encharcado elevou o risco de novos deslizamentos, exigindo atenção redobrada das equipes.

Em entrevista ao Jornal Nacional, o secretário de Defesa Civil de Olinda, coronel Carlos Albuquerque, as condições seguem críticas, com risco constante de novos incidentes devido à instabilidade do terreno.

Além das mortes, o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco resgatou ao menos 55 pessoas e quatro animais em áreas isoladas pela água, especialmente em comunidades ribeirinhas. Moradores também enfrentam prejuízos materiais expressivos.

No Recife, cerca de 80 famílias foram levadas para abrigos temporários organizados pela prefeitura, que ativou dez espaços emergenciais para acolhimento.

O acumulado de chuva na capital chegou a aproximadamente 175 milímetros, impactando inclusive o tráfego aéreo: ao menos 14 voos com destino ao aeroporto local precisaram ser redirecionados.

No município de Goiana, na Mata Norte, o volume ultrapassou 200 milímetros em apenas 24 horas, quase o esperado para todo o mês. Parte do muro de uma escola em construção cedeu, e cerca de 300 moradores tiveram de deixar suas casas.

Já em Timbaúba, na Zona da Mata, a prefeitura decretou situação de emergência após danos em estradas e pontes. Onze famílias ficaram desabrigadas, enquanto outras 52 precisaram sair temporariamente de suas residências.

Diante do cenário, o governo federal anunciou o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar o atendimento. No total, mais de mil pessoas estão fora de casa em todo o estado, sendo cerca de 900 em abrigos. Atualmente, 23 estruturas de acolhimento seguem em funcionamento sob monitoramento contínuo das autoridades.

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