Uma ofensiva das forças de segurança deflagrada na manhã desta terça-feira, 5, teve como alvo o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação no Ceará e em Minas Gerais. Batizada de Operação Consorte, a ação cumpre mandados judiciais em diferentes municípios e mobilizou mais de 100 agentes.
De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 500 milhões por meio de um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, utilizando mecanismos considerados sofisticados para ocultar a origem ilícita dos recursos.
No Ceará, um dos focos é o município de Morada Nova, especialmente o distrito de Uiraponga. A localidade já enfrentou episódios de violência ligados à atuação de facções criminosas, o que levou cerca de 300 famílias a deixarem suas casas.
A região também esteve no radar das autoridades recentemente. Em março, uma operação resultou na prisão de cinco vereadores suspeitos de envolvimento com organização criminosa durante o período eleitoral de 2024.
Nesta nova etapa, os investigadores buscam atingir diretamente a estrutura financeira do grupo, aprofundando a apuração de crimes como lavagem de dinheiro e outras práticas associadas.
Ao todo, participam da ação 108 policiais, entre civis e federais, organizados em 27 equipes. Estão sendo cumpridos 27 mandados de busca e apreensão e seis de prisão. Além de Fortaleza, as diligências ocorrem em Aquiraz, Jaguaribara e Ibicuitinga, além de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Federal do Brasil, o grupo utilizava um esquema ainda não detalhado para lavar dinheiro oriundo de atividades ilícitas, com ramificações em outros estados. A operação busca interromper esse fluxo e identificar os responsáveis.
A ação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará, que reúne diferentes órgãos de segurança pública. As investigações continuam e novas fases não estão descartadas.
