O rádio continua sendo um dos meios de comunicação que mais inspiram confiança quando o assunto é publicidade. É o que aponta uma pesquisa divulgada pela Quaest e apresentada na última quinta-feira, 18, durante o evento Rádio e Mercado em Sintonia, realizado em Belo Horizonte pela Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT), em parceria com a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
De acordo com o levantamento, 62% dos entrevistados afirmam confiar mais nos anúncios veiculados pelas emissoras de rádio do que nas propagandas exibidas nas redes sociais. O resultado reforça a relevância do meio em um cenário marcado pela crescente concorrência de plataformas digitais, serviços de streaming e redes sociais.
A pesquisa também mostra que a relação de confiança entre o rádio e sua audiência permanece sólida. Entre os ouvintes de Minas Gerais, 55% apresentam alto nível de engajamento com o meio, acompanhando a programação regularmente. Além disso, três em cada quatro entrevistados afirmaram ouvir rádio há mais de 20 anos, evidenciando a permanência desse hábito ao longo das gerações.
Outro aspecto analisado foi a presença das emissoras no ambiente digital. Atualmente, 31% dos consumidores acessam conteúdos de rádio pela internet. O crescimento da interação online também chamou atenção: as menções às emissoras em plataformas digitais passaram de 160 mil, em 2024, para 2,5 milhões em 2026.
Os números indicam que o rádio ampliou sua atuação para além da transmissão tradicional, fortalecendo sua presença em sites, aplicativos, redes sociais e plataformas de áudio sob demanda. Nesse contexto, a internet tem funcionado como uma extensão do meio, ampliando as possibilidades de conexão entre emissoras e ouvintes.
A credibilidade do rádio também se reflete nos resultados comerciais. Segundo o estudo, 65% dos entrevistados confiam nas promoções realizadas pelas emissoras. Além disso, após ouvirem uma publicidade no rádio, 58% buscam mais informações sobre o produto anunciado, 48% efetuam a compra e 41% chegam a recomendar o item para outras pessoas.
Os resultados reforçam que o rádio segue exercendo influência significativa tanto na formação de audiência quanto no comportamento de consumo, sustentado por fatores como alcance, frequência de escuta e credibilidade junto ao público.
