O que o canto dos pássaros ao amanhecer, o toque do sino da igreja, o apito do trem, a feira livre ou a voz dos mestres da cultura popular têm em comum? No projeto Tudo Soa no Sertão, esses sons deixam de ser apenas parte da rotina para se tornarem patrimônio, memória e ferramenta de transformação social.
Realizado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio master da Shell e produção do Violão Digital, o projeto abriu as inscrições no dia 23 de junho para uma jornada de formação gratuita voltada a jovens de 15 a 29 anos e professores da rede pública. A iniciativa percorrerá os municípios de Quixeramobim, Quixadá, Limoeiro do Norte, Canindé e Morada Nova, promovendo experiências que unem educação sonora, patrimônio cultural e tecnologias digitais.
“Pegando carona na nossa campanha de marca, a Shell reconhece o poder das parcerias. Acreditamos que o trabalho em conjunto é o ponto de partida para um bom resultado. Por isso, atuamos ao lado de dezenas de projetos culturais que ampliam o acesso, fortalecem a cidadania e impulsionam a diversidade no Brasil. Por meio do nosso apoio ao projeto “Tudo Soa no Sertão”, contribuímos para expandir oportunidades de formação cultural para jovens, incentivando o desenvolvimento de novos talentos e construindo um verdadeiro legado para a sociedade brasileira”, comenta Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil.
Com carga horária de 20 horas, os participantes serão convidados a redescobrir seus territórios por meio da escuta ativa, desenvolvendo práticas de registro sonoro com smartphones e gravadores digitais profissionais. O objetivo é identificar, registrar e compreender as paisagens sonoras que compõem a identidade das cidades, criando um acervo coletivo de memórias e afetos.
Mais do que ensinar música, o projeto propõe uma nova forma de perceber o mundo. A formação estimula a criatividade, a valorização das culturas locais e o protagonismo juvenil, incentivando os participantes a reconhecerem os sons do cotidiano como elementos fundamentais da história e da identidade das comunidades.
Ao longo das atividades, os registros produzidos pelos alunos darão origem a exposições sonoras colaborativas, um mapa digital das paisagens sonoras dos territórios envolvidos, um blog e um documentário que reunirá as experiências vividas durante o percurso formativo.
Para o coordenador geral, idealizador e educador musical, Chagas Sales, o projeto representa uma oportunidade de ampliar o acesso à cultura e fortalecer a participação das juventudes. “Queremos que cada jovem participante aproveite essa oportunidade para expressar seu protagonismo criativo e exercitar sua visão empreendedora a partir de suas próprias identidades culturais por meio da educação sonora, patrimonial e da mediação cultural. Pois todos nós somos, em essência, seres educadores e culturais, como defendia Paulo Freire; e, nesse caso específico, educadores sonoros”, destaca.
Um dos diferenciais do projeto é o legado deixado nos municípios participantes. Ao final das atividades, todos os equipamentos de áudio utilizados nas oficinas serão doados às instituições parceiras locais, fortalecendo ações culturais e educativas nos territórios.
A coordenadora pedagógica, idealizadora e educadora musical, Fabiana Brogliato, ressalta a relevância social e educativa da iniciativa. “O projeto é de grande importância por diferentes razões. Primeiro, porque amplia o acesso ao tema da paisagem sonora, ainda muito restrito ao universo acadêmico, especialmente ao campo da Educação Musical. Por ser uma temática de grande relevância para toda a população, é muito significativo fazê-la chegar a mais pessoas, especialmente aos jovens. Além disso, levar ações formativas como essa para o interior do Ceará, por meio da Lei Rouanet, principal mecanismo de fomento à cultura no Brasil, contribui para descentralizar recursos, fortalecer profissionais da região e democratizar o acesso à formação e à criação por meio de uma experiência transformadora”, afirma.
Comprometido com a inclusão, o Tudo Soa no Sertão contará com recursos de acessibilidade em todas as etapas, oferecendo material didático em PDF com fonte ampliada e versão em áudio, além de audiodescrição e tradução em Libras no documentário final.
Ao transformar o cotidiano em experiência artística e educativa, o projeto reafirma que cada comunidade possui uma trilha sonora própria — e que ter consciência dessa paisagem sonora é exercitar a capacidade de reconhecer, valorizar e distinguir aspectos relevantes da própria cultura, de sua história e das identidades do Sertão.
Sobre o projeto
O Tudo Soa no Sertão (PRONAC 257188) é uma iniciativa de formação e difusão cultural que integra música, patrimônio e humanidades. Realizado por meio do Programa Rouanet da Juventude, o projeto promove a educação sonora como ferramenta de valorização cultural e formação cidadã, culminando na produção de exposições sonoras, mapa colaborativo, blog e documentário.
Sobre a Shell
Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
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Este projeto é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com realização do Ministério da Cultura e patrocínio master da Shell.
Serviço
Tudo Soa no Sertão – @tudosoa
Inscrições: https://forms.gle/5yWDuvwjeNWBEJ1y9
Público: jovens de 15 a 29 anos e professores da rede pública.
Municípios: Quixeramobim, Quixadá, Limoeiro do Norte, Canindé e Morada Nova.
Período das atividades: julho a setembro de 2026, conforme calendário local.
Gratuito
Classificação Livre
