A deputada federal cearense Priscila Costa tem procurado adotar um discurso de unidade em meio às divergências envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Integrante da direção nacional do PL Mulher, a parlamentar afirmou que sua prioridade é contribuir para a harmonia interna da legenda e evitar o aprofundamento de disputas públicas. As informações são do O Povo.
No último fim de semana, Priscila divulgou um vídeo nas redes sociais defendendo que as diferenças sejam superadas e que o partido concentre esforços na construção do projeto político para as próximas eleições. Na mensagem, ela ressaltou a importância da união entre lideranças da sigla e demonstrou confiança em uma solução para os impasses.
A deputada também reiterou apoio à pré-candidatura de Flávio à Presidência da República. O posicionamento ocorre após um período de desgaste dentro do partido, intensificado pela definição das candidaturas ao Senado no Ceará. Michelle defendia que Priscila disputasse uma das vagas, mas a decisão final da legenda seguiu outro caminho.
Nos bastidores, a postura conciliadora da parlamentar tem chamado a atenção de dirigentes do PL. O nome dela passou a ser mencionado entre as possibilidades para compor uma eventual chapa presidencial como candidata a vice.
Em encontros recentes do PL Mulher, realizados após mudanças no comando da organização, Priscila voltou a defender a convergência entre os diferentes grupos da legenda. Lideranças nacionais avaliam que a escolha de uma mulher evangélica para a vice-presidência pode ampliar o alcance eleitoral da campanha.
Além de integrar esse perfil, a deputada reúne atributos considerados relevantes pelo partido, como a representatividade no Nordeste e a projeção conquistada nos últimos anos. Em 2024, ela foi a vereadora mais votada de Fortaleza e, neste ano, assumiu mandato na Câmara dos Deputados.
Apesar da visibilidade crescente, integrantes da cúpula liberal afirmam que a preferência ainda é buscar uma aliada de outra sigla para compor a chapa presidencial. Nesse contexto, o nome da senadora Tereza Cristina continua entre os mais citados.
A definição, entretanto, depende das negociações entre o PL e partidos aliados para a formação da aliança nacional. Enquanto essas tratativas seguem em andamento, Priscila ganha espaço nas discussões internas, mas a escolha da vice-presidência permanece em aberto.
