O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares até o início de julho, o maior valor já registrado para o período em anos de eleições federais. A quantia já supera os R$ 28,04 bilhões pagos durante todo o ano de 2022.
Os dados são do painel Siga Brasil, do Senado Federal, e incluem também os chamados restos a pagar. Na comparação com outros anos de eleição presidencial, o avanço é expressivo: o montante executado neste ano é 65% superior ao registrado no primeiro semestre de 2022 e mais de quatro vezes maior que o de 2018. Mesmo com a correção pela inflação, o recorde é mantido.
Até 5 de julho, R$ 25,31 bilhões correspondem a emendas do Orçamento de 2026, enquanto R$ 8,58 bilhões são de exercícios anteriores. No período, foram executadas 23.752 emendas apresentadas por deputados e senadores.
A saúde concentrou a maior parte dos recursos. As áreas de Atenção Básica e Assistência Hospitalar e Ambulatorial receberam, juntas, mais de R$ 21 bilhões. Entre os órgãos federais, o Ministério da Saúde lidera os repasses, com R$ 21,79 bilhões, seguido pelas transferências a estados, Distrito Federal e municípios e pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
