Home Eleições 2026 Ciro Gomes lança candidatura oficial ao Governo do Ceará neste sábado, 1º

Ciro Gomes lança candidatura oficial ao Governo do Ceará neste sábado, 1º

Ao lado de Ciro estarão o candidato a vice-governador, Roberto Cláudio (União), e os dois nomes que disputarão o Senado pela coligação: Capitão Wagner (União) e Alcides Fernandes (PL)

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) realiza, na tarde deste sábado, 1º, um grande ato político no Marina Park Hotel, em Fortaleza, para marcar oficialmente o início de sua campanha ao Governo do Ceará. Embora a candidatura tenha sido confirmada durante a convenção tucana realizada em 20 de julho, o encontro deste fim de semana servirá para apresentar a chapa ao eleitorado e demonstrar a união das forças de oposição no Estado.

Ao lado de Ciro estarão o candidato a vice-governador, Roberto Cláudio (União Brasil), e os dois nomes que disputarão o Senado pela coligação: Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL).

Oposição unificada pela primeira vez

A eleição de 2026 marca um cenário inédito na política cearense. Pela primeira vez, os principais grupos oposicionistas decidiram caminhar juntos em uma tentativa de derrotar o governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição.

No pleito anterior, apesar de integrarem o campo contrário ao PT, Ciro Gomes, Capitão Wagner e lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro disputaram a eleição em chapas separadas. Agora, as legendas convergem em uma única candidatura.

Tasso aposta em Ciro para mudar cenário político

Responsável por articular o retorno de Ciro ao PSDB, o ex-senador Tasso Jereissati voltou a defender o nome do aliado como alternativa para alterar o atual quadro político do Ceará.

Segundo Tasso, Ciro reúne experiência e conhecimento para enfrentar desafios em áreas como segurança pública, desenvolvimento econômico, serviços públicos e industrialização.

“Principalmente na questão da segurança, da industrialização, do prestígio e dos serviços públicos. O Ciro sabe dos problemas, conhece os problemas daqui, conhece os problemas do Brasil e estudou soluções”, afirmou.

Pesquisa aponta vantagem

A campanha começa em um momento favorável para o tucano. Levantamento Quaest divulgado na última quinta-feira, 30, mostra Ciro liderando a corrida eleitoral no cenário estimulado do primeiro turno, com 43% das intenções de voto, contra 33% registrados por Elmano de Freitas. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais.

Retorno à disputa estadual

Depois de mais de uma década sem exercer mandato eletivo, Ciro volta a disputar um cargo no Ceará após duas tentativas frustradas de chegar à Presidência da República.

Em 2018, terminou a eleição presidencial em terceiro lugar. Já em 2022, ficou na quarta colocação e ainda sofreu uma derrota política em seu principal reduto eleitoral, em meio ao rompimento com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB).

O retorno ao PSDB, oficializado em outubro de 2025, simbolizou também a reaproximação com Tasso Jereissati, antigo aliado de sua trajetória política. Desde então, Ciro afirma que não pretendia voltar às disputas eleitorais, mas decidiu concorrer diante do diagnóstico que faz da situação administrativa do Estado.

Segurança será principal bandeira

A segurança pública deverá ocupar posição central na campanha oposicionista. Desde que confirmou a pré-candidatura, Ciro tem direcionado críticas à gestão estadual no enfrentamento das facções criminosas e promete apresentar propostas para reduzir os índices de violência.

Roberto Cláudio afirmou, ao PontoPoder, que o combate ao crime organizado será prioridade, mas ressaltou que saúde e desenvolvimento econômico também estarão entre os principais compromissos da chapa.

“A campanha liderada pelo Ciro é um movimento de mudança que pretende entregar ao Ceará um governo honesto, austero, competente, liderado por um governador capaz, preparado e experiente”, acrescentou.

O candidato a vice acrescentou que o Estado precisa intensificar o enfrentamento às organizações criminosas e melhorar a qualidade da assistência na rede pública de saúde.

“A gente está precisando, sobretudo, de um enfrentamento duro, inteligente, estratégico e forte às facções que estão humilhando a nossa população nas comunidades. Precisamos também cuidar muito bem da saúde. Não é só prédio, a gente precisa humanizar e qualificar o atendimento à saúde da população, que hoje enfrenta filas longas, intermináveis, de consultas, exames e cirurgias”, afirmou.

Aliança reúne partidos com diferentes posições nacionais

Ao contrário da chapa governista, vinculada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a coligação encabeçada por Ciro não terá um único candidato à Presidência da República.

Embora o PL tenha lançado Flávio Bolsonaro para a disputa nacional, Ciro ainda não declarou apoio oficial. O ex-ministro afirmou que avalia nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), e que a decisão será debatida com Tasso Jereissati.

Enquanto isso, Alcides Fernandes fará campanha em favor de Flávio Bolsonaro no Ceará. Ciro, por sua vez, defende que o foco da eleição estadual permaneça voltado aos problemas locais.

A composição da aliança, entretanto, não foi recebida de forma unânime dentro do campo bolsonarista. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou anteriormente a aproximação entre integrantes do PL e Ciro Gomes e também divergiu da direção estadual do partido durante a definição das candidaturas ao Senado.

Michelle defendia a vereadora Priscila Costa para a vaga, enquanto a executiva estadual e Flávio Bolsonaro apoiavam Alcides Fernandes. Na convenção realizada em 22 de julho, o PL oficializou Alcides como candidato ao Senado e Priscila como candidata a deputada federal.

Federação União Progressista aguarda decisão judicial

Outro ponto de atenção da campanha envolve a participação da Federação União Progressista na coligação.

Durante a convenção realizada no último domingo, 26, a federação aprovou apoio à candidatura de Ciro, confirmou Roberto Cláudio como candidato a vice-governador e indicou Capitão Wagner para o Senado.

A decisão, porém, foi contestada pelos diretórios estaduais do União Brasil e do PP, que defendem uma aliança com a Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV. As duas siglas recorreram à Justiça Eleitoral para tentar invalidar a deliberação da federação.

Em resposta, a direção da União Progressista sustenta que as definições sobre alianças majoritárias são competência da própria federação. As executivas nacionais do União Brasil e do PP também manifestaram apoio à permanência do grupo na chapa oposicionista.

A expectativa é que o impasse seja resolvido na próxima segunda-feira, 3, quando deverá ser definida oficialmente a composição da coligação para a disputa ao Governo do Ceará.

não houve comentários

Deixe seu comentário:

Please enter your comment!
Please enter your name here

Sair da versão mobile